Imagens do fim de semana

Tuesday, July 25, 2006 12:09 PM Posted by Lucas Welter 0 comments

Vista da sacada da sala... 17 andar é cool.


Após 1h30min entre filas e espera conseguimos ver Piratas do Caribe. Valeu a pena a espera, me diverti muito. O problema foi o alberto que ficou pelo menos 1h pensando em como deve ser o filme 3 e perguntando o que eu achava...


Domingo fomos ao Baseball. Alguém conta pra eles que é um jogo chato.




Mas as fotos ficaram legais.


Quarto dos tigres... quem chega antes escolhe a cama e chega por último fica com a que sobra

Promessa de irmão mais velho

Monday, July 24, 2006 3:17 AM Posted by Lucas Welter 2 comments
Terça à noite eu e o Alberto (14 anos) ficamos vendo Piratas do Caribe na TV. Comentei que quando estreasse o 2 eu levava ele para ver (sabendo que vai para a Europa na segunda com a mãe por quase 1 mês...). Na quinta descubro que para minha má sorte estreava na quinta mesmo. Me ferrei. Ontem quase cumpri a promessa. Fomos mas chegamos meio encima da hora e fui obrigado a ver esse último do Robin Willians... dá pra rir... mas o Alberto não acompanhou todas as legendas... Sorte que estava com o Pedro Carlos (1 dos gêmeos) para ajuda-lo... Mas de hoje não me escapo. Nova tentativa às 8 da noite. Sabiam que aqui a última sessão de cinema é às 20h30min. As pessoas dormem cedo e acordam mais ainda. Também, com sol na cara às 5h da manhã...

Depois fui com os Gêmeos para uma disco e me senti no Caribe mesmo. Entre salsa, merengue e um show de reggaeton, me senti o gringo em pessoa... e em casa às 2 da manhã em ponto... A partir de segunda-feira combinei com os tigres (gêmeos) que mudaremos de direção: rumo à zona colonial: mais internacional, mais agradável e sem tanto reggaeton.

Momento Barsa:
El reguetón o reggaeton es una variante del raggamuffin, que a su vez desciende del reggae, influido por el hip hop. Las particularidades del reggaeton son sus letras en los hablas locales del español y su influencia de otros estilos latinos, como la bomba y la salsa. El género reggaeton comenzó acuñando el término "under" en Puerto Rico, ya que debido al fuerte contenido de sus letras y la naturaleza de su lenguaje, era distribuido de manera clandestina entre la juventud. El reggaetón es un estilo de música popular entre los jóvenes de muchos países de América Latina, en especial de los países caribeños, siendo fácil de bailar y provocando movimientos muy sensuales. Líneas de bajo y un ritmo repetitivo (casi clónico en todas sus canciones) es característico en el reggaetón.

Opinião Lucas: #@!!...m.%&#_.^*@!!#$. (censurado)

Amanhã Maribel (mãe) vai para Europa de férias da família. Bom, com a família grande do jeito que é, não conseguiu se livrar de todos. Toca levar o Alberto junto... Para mim, deixou uma sacola de lâmpadas (ver posts anteriores) e um monte de rolos de papel higiênico (por si acaso...). Fico com o pai, los tigres, com as empregadas e com a avó. Quando perguntei o porque da avó me responderam que era pela questão da figura materna enquanto a mãe estará fora. Isso explica muita coisa. Atenção, férias e vida no caribe são coisas tão, mas tão diferentes que ninguém imagina...

Esta semana vai ser fueda no AFS... Muito trabalho, muita coisa para fazer e ainda por cima, minhas perspectivas de ter um diretor logo foram frustradas. Nosso candidato potencial não se entendeu financeiramente com o Conselho Diretor. Continuo com o meu posto de Acting Director... Deixa voltar para meu o relatório...

PS. Deixei os cabos da máquina no escritório... sem fotos hoje... e não sou capaz de enviar as do celular para meu email...
Trilha sonora: If I had a million dollars... And if you have? What would you do?

Batida de Abacate?

3:05 AM Posted by Lucas Welter 1 comments
Todos os dias no almoço do pessoal do escritório do AFS temos um momento clássico: histórias do Lucas na família Almonte. Uma das boas da semana foi na quinta à noite.
Para dar mais cara de novela mexicana, español.
Cenário: La cocina de los Almonte.
Personagens: Máximo, Pedro Carlos e Alberto (los hijos), Maribel (la madre), Eli (la ayudante), Doña Chet (la abuela – cómo no?) y el protagonista Lucas (a.k.a. Frederico Eduardo*). Faltou apenas Don Pedro Almonte (el líder)
Roteiro: inusitado...

Eis que insistem que eu cozinhe. Ok, com duas cozinheiras e mais a avó, mesmo que eu fosse um chef premiadíssimo (o que não é caso – somente esclarecendo...) jamais me meteria com o trio. Casualmente, na quinta-feira à noite todos chegamos em casa quase na mesma hora e estávamos na cozinha jantando quando o assunto de eu cozinhar voltou... na hora peguei um abacate e fui fazer uma batida. Escolado, sei que no Caribe e arredores as pessoas comem abacate com sal e durante as refeições. Peguei o liquidificador e abri a geladeira para buscar leite. Foi o suficiente para a avó quase enfartar... leite e abacate não combinam gritou ela. Os demais todos excitadíssimos com a mistura (não sei se não era só para rir da avó...). Quando peguei o açúcar, foi a vez da Eli.: não vai dar para entra no quarto dos muchachos amanhã. Vai ter uma nuvem verde no ar. Sim, completou a avó: vão ter tapón (engarrafamento) no banheiro toda a noite... e continuaram com as maldições. Eu emendei: olha eu tomei o Murir Soñando de ustedes e nada me aconteceu (leite com limão, preparado num formato caribenho...) Resumindo, todos provaram e aprovaram a batida de abacate, menos a vó e a Eli, muito desconfiadas... e nada de conseqüências no dia seguinte. Pelo menos nada revelado publicamente.

Como tudo na vida, até não nos mostrem que é possível fazer de outra forma, acabamos por desconhecer...

Em troca, aceitei comer o mangú: banana verde cozida e amassada com cebola e com dois ovos fritos em cima... esse é o café da manhã tradicional... e também nem fez nada ao meu estômago. Para quem come mangú, batida de abacate é como água: inodora, insípida e incolor.

* Frederico Eduardo é meu codinome no Caribe... ganhei esse nome no "acampamento de chegada" (Convenção Nacional de Emergência do AFS local...). Lucas é um nome muito simples para gringo... aliás a vó só me trata por gringo... segundo ela para não confundir com os outros que passaram por aqui e fueron malos... e a mãe tira sarro me chamando de esses AFSes... porque outro dia ficamos conversando (eu e o Pedro Carlos) até a 1h e ela disse no dia seguinte que não conseguiu dormir por causa da nossa conversa de AFSes e se perdia o primeiro sono, não embalava mais...). E a conversa nem era sobre o AFS...

Para que santo apelar?

Saturday, July 22, 2006 3:31 AM Posted by Lucas Welter 2 comments
Quando o universo (ou sei lá no que você acredita...) conspira, o negócio é sair de fininho. Comentando essa situação com outras pessoas eis a receita recebida da Argentina:

Santos para apelar em momentos difícies:

Los más útiles son San Expedito (casos urgentes, luego de obtener la gracia repartir 200 estampitas),
San Francisco (bueno para los viajes),
San Antonio (para conseguir marido/esposa - aún está a prueba) y
San Cupertino (para poder concentrarse en tareas intelectuales).

Por supuesto no olvidar a: la virgencita de San Nicolás y la Desatanudos (para arreglar embrollos, ojo que esta es brava, pedir con cautela).

Oración sin acción es ilusión pero acción sin oración es falta de sabiduría...


Sei lá no que você acredita, mas que o espanhol é uma língua divertida, isso é.

No final de semana atualizo vocês com histórias divertidas da minha família, os engarrafamentos no banheiro do quarto dos guris de manhã cedo, as confusões na cozinha (batida de abacate...). Aguardem

INT - Acting Director in DOM

Nota gentil do AFS Internacional piblicada no Inbox...

Following the departure of Celinet German from the AFS DOM office in June, the new AFS DOM Board asked AFS International for management support during their search process for a new Partner Director. In response to this request, the INT Business Development Consulting Team identified, arranged for, and is supporting Lucas Welter of AFS BRA in taking on the role of Acting Director for AFS DOM. He will be leading the office until 23 August.

Lucas, formerly a member of the AFS Brazil Board of Directors, was an AFS participant to Puerto Rico who returned to become an active volunteer and a leader in Policy Governance in both Brazil and the South Cone Region. Lucas currently leads the regional training effort in the South Cone, most recently organizing the successful Intercultural Learning Workshop in Buenos Aires in June.

Lucas was warmly welcomed by the Dominican AFS organization on 7 July, when he arrived just in time to participate in a national volunteer weekend. After getting acquainted with volunteers from around the organization, Lucas began his work in the office with the staff team last Monday. As you can see, Lucas has integrated quickly into the team based in Santo Domingo.

In the coming weeks AFS DOM and AFS INT will provide further updates on development plans and the selection of a permanent Director.

e abaixo, a equipe (foto censurada...)

A Presidente

Tuesday, July 18, 2006 10:20 PM Posted by Lucas Welter 4 comments
Quando cheguei na República Dominicana e tive que responder um monte de coisas sobre o que eu pensava, se gostava da comida ou de uma coisa ou outra, aquelas perguntas que se faz a todo turista, estudante de intercambio ou AFSer expatriado, falei que conhecia a Presidente. Apresento a Presidente:

A Presidente é uma das melhores cervejas que existem, realmente muito boa. É uma instituição nacional por aqui. E agora inventaram uma tal de Brahma para concorrer, mas anda com aceitação zero... E perto da presidente, é realmente ruim. Ainda espero tomar um porre de presidentes antes de sair do país.

Sábado pela manhã me dei o direito de dormir até às 11h. Os guris foram pra faculdade às 7 da manhã (semana de provas se aproximando...) e acabei ficando em casa sozinho. O Pedro Carlos me deixou o celular dele (aparelho) em caso de necessidade... que eu ligasse para o Máximo... passando os problemas adiante. Chegaram às 13 para almoçar comigo e depois fui com o Máximo a uma orientação do AFS (ele tinha que falar sobre Portugal - 3 estudantes daqui indo pra lá...). Fique refletindo de como era inusitado pro AFS BRA enviar alguém para Portugal...

O mais engraçado é que ele liga pra mim e fala: aí meu... acho sempre que é trote ou piada. Ainda não conseguimos acertar o celular... tem que desbloquear e aqui não é em qualquer lugar que dá para fazer isso, uma vez que só tem uma operadora GSM... mas o Máximo conhece alguém que conhece não sei quem que vai desbloquear de graça... ou pelo menos tentar. Depois só trocar de chip e listo.

Passamos o resto da tarde num jogo de baseball e depois começou a cair o céu... nada bem para quem está no caribe... Voltamos para casa, família tinha regressado e ainda tinham trazido a avó, cozinheira de mão cheia para competir com as duas empregadas... Jantar em família (hum...) e depois saí com os guris pra uma festa de chegada de um guri daqui que acabava de voltar de 1 ano na Alemanha com o AFS. Ficamos lá uma hora e voltamos para casa onde foi organizada uma festinha na cobertura aqui de casa. Resolvi descer para cama lá pela 1 da manhã. Como os guris apareceram às 4h30min e o limite é às 2h, tivemos um showzinho em família sobre responsabilidade e segurança numa ilha assolada pela delinqüência. Eis a percepção local sobre o estado das ruas... deixa eles lerem sobre São Paulo e o PCC....

Tarde em casa, meio cansado, não fazendo nada. No final da tarde fui para a parte histórica de Santo Domingo, a zona colonial. Ajeitaram bastante desde a minha última visita, mas ainda é Santo Domingo, diferente de San Juan (meio Disney...).


Catedral Primada de Indias: a primeira igrejinha que construíram na América...

Ontem, graças aos contatos familiares, conversei com o Ministro das Relações Exteriores da Rep. Dominicana. Estamos com um problema nos vistos do AFS (querem tudo em 6 - s-e-i-s - vias) e testes de AIDS e doping (ah, tá...) para menores de 18 anos... Liguei para lá (linha VIP) e falei diretamente com o Ministro. Vai me receber na semana que vem. Networking, networking...

Bom, deixa eu ir para o trabalho. Santo Domingo, 32 graus às 8h20min da manhã.

PS. Ontem o Alberto aprendeu a usar minha máquina fotográfica e tirou fotos indiscretas de toda a família. Depois eu publico.

Thanks God, it's Friday.

Eis que o dia começa com uma família achando que a família que o AFS arrumou pra filha deles em Winsconsin é uma droga, que a cidade é um ovo, que isso e que aquilo e que querem sair do programa... 28 dias antes de viajar... corta para a seqüência seguinte, AFS Alemanha liga dizendo que um estudante nosso não apareceu no aeroporto para embarcar de volta pra casa... mas hoje parece que todos entenderam o recado e nosso número de colocações subiu para 38,5%. Vamos bater recordes esse ano! Mas meu Lotus Notes no Mac ainda não funciona 100%... Pobre Fabrícia... Rotina de escritório AFS é assim... não tem rotina. Angela, fala aí!

Passado o momento AFS, tenho que contar da minha família: pai, mãe, 4 filhos e duas empregadas, apartamento de andar inteiro no 17 andar de um edifício com vista para o mar... e em 1 semana, a filha (10anos) vai para a casa dos tios, a mãe vai com o guri (14 anos) para Europa e sobraremos eu, o pai e os gêmeos de 21 anos...as empregadas ficam... os gêmeos não sobreviveriam sozinhos... Sério mesmo, todos são gente boa demais, mas meio devagar.

O pai é membro do Conselho diretor do AFS DOM, empresário bem sucedido, me ajuda com idéias para o orçamento do AFS, mas é dramático como eu nunca vi. Muito idealista com o AFS e eu tentando ver isso como um negócio... A Mãe é gente boa demais, muito preocupada comigo, insiste que quando eu chegar tenho que passar pelo quarto deles para avisar que cheguei (alguém conta pra ela que eu não sou um estudante de intercâmbio... apesar de achar isso o máximo...) e esperar pelo OK. E que se eu chegar às 5 é para dizer que cheguei as 2... A filha menor eu não conheço e nem vou conhecer... vai passar o verão todo fora, com os tios...

Alberto, de 14 anos, fica muito grudado, quer ser arquiteto, desenha bem e ja pegou meus livros do Stephen King para ler. Me enche de perguntas e ano que vem quer ir para o Japão com o AFS. Por enquanto dorme no meu quarto (oops... quarto dele) e quase me mata de rir com as perguntas. Me cutuca o tempo todo e eu estou aceitando isso na boa... nem eu me reconheço (alguém conta pra ele que eu não sou um estudante de intercâmbio...vai ser chato estragar isso).

Os Gêmeos: capítulo a parte. São bivitelinos, assim que de gêmeos só tem o fato de terem nascido no mesmo dia... Máximo (el tigre), veio para esta vida para gozar. Fiesta, mujer, fiesta, mujer, fiesta, definitivamente, está por aqui para aproveitar... estuda administração e acha muito, vai se encarregar da minha vida social. Fez intercâmbio com o AFS em Portugal, fala português com aquele sotaque. Em 10 minutos me fez um questionário a la Gestapo... e decidiu que eu era cool. Pedro, mas calmo, mas tão aéreo quanto Máximo. Vive na lua, estuda direito e acha que os 6 livros que leu no semestre foram demais para ele e que agora precisa de férias. AFS na Itália, italiano, quê? Também dorme no quarto e então já viu a zona... comigo 4 guris no quarto... sério, em outros momentos da minha vida já teria mandado o AFS a m. com essa idéia de família e me mudado para um hotel, mas eles são gente boa demais, tranquilos... (alguém conta pra eles que eu não sou um estudante de intercâmbio...well, not anymore.)

O banheiro do quarto está sem luz faz 2 meses (nenhum troca e a empregada disse que não vai fazer isso - ???). Assim que os banhos norturnos são na penumbra (Alberto me emprestou uma lanterna...) e Maribel (mãe) está com expectativas que além de arrumar o AFS eu arrume os filhos dela... ema, ema, ema. Mas de verdade, tenho me divertido muito com essas situações... pelo menos o blog vai sair da rotina AFS.

Ainda tem a Eli (Elisabeth) a empregada (a outra eu não sei o nome) que me paparica constantemente... comidas, sanduíches, etc, etc... O medo do Eduardo era que esses 2 meses se convertessem em 2 anos... pela casa que me arrumaram, até poderia... (para ela NÃO contem que eu não sou um estudante de intercâmbio...). Mas gente rica é gente rica em qualquer lugar... nada de diferenças interculturais marcantes... eles são muito internacionais... mas na medida exata. Bom, a Eli faz banana nas três refeições e se apavora porque eu recuso banana assada no café da manhã...

Bom, terei que me desculpar com o Máximo e deixar a vida social para amanhã... trabalhei demais nessa primeira semana de adaptação e agora só quero saber de cair na cama...cansado, mas contente e ansioso para na segunda colocar os planos em ação.


Ah, a foto é na Argentina, mas só para não perder o hábito... amanhã eu começo a tirar aqui.

Cara de susto

Friday, July 14, 2006 5:47 AM Posted by Lucas Welter 1 comments
Hoje foi o dia de ligações do AFS Internacional... Sete semanas para a chegada dos estudantes e temos 27% das colocações comunicadas aos estudantes. Lembrei que até tinha saudades dessa época no Rio Grande do Sul, lá pelos idos de 1997, 98...

Só que agora, ao invés da Margot (por onde anda?), é o AFS internacional que me tira da cama para me lembrar que meus números não vão bem... que faltam 4 semanas para a deadline internacional, essas coisas conhecidas.



Agora ao final da tarde, troca de família. Santa Fabrícia me salvou de novo... Achamos Lotus notes para Mac para download na página do AFS Internacional.

Minha concepção pessoal é:
Windows: trabalho
Macintosh: prazer e diversão

Assim, não preciso justificar porque estou com um Mac... embora tenha que usar rwindows vez que outra, ainda mais aqui no AFS.

Vamos aos momentos divertidos do dia: descobri que não entreguei o formulário de saída dos USA (acharam que eu era gringo e eu acreditei também...) e por alguma razão desconhecida a imigração aqui ficou com meu formulário de turista que eu deveria só devolver na saída da República Dominicana... Assim que minha situação oficial é: ainda estou legalmente nos USA e nunca entrei aqui...

Bienvenida, minha resolvedora oficial de problemas, está trabalhando nisso. De qualquer forma, podia ficar nos USA até janeiro e volto pra lá em agosto... me sinto exatamente como o adolescente que saiu de casa pela primeira vez, que não sabe o que fazer. E pior ainda, sem casa, já que nesse momento estou olhando para minhas malas aqui no canto do meu escritório.

E se eu contar...

...que não tenho nem tempo de ir ao banheiro, vocês acreditam? Pois é, vida de ND (National Director) não é mole. E hoje começaram os sustos.

Explico: estamos trabalhando com o número de 58 estudantes, que é o número de estudantes que devem vir para a RDom em setembro. Eis que descubro que na verdade são 56... um deles, trocou de país como quem troca de cuecas e decidiu ir para a Argentina ao invés de vir para cá... e a outra, desistiu do programa... só que inúmeras razões ninguém avisou ninguém e já tínhamos até família para um deles... Algo me diz que isso está só começando e ajuda a ter noção do caos...

Minha sorte é que o estagiário que digita esses dados nos bancos de dados do AFS sabe tudo de cor e isso facilita um pouco as coisas. Sem contar em inúmeros outros detalhes que surgem, voluntários que somem, outros que aparecem, membros do conselho diretor que aparecem para visitinhas e eu de sorriso amarelo tenho que receber, o msn que não pára (galera, adoro vocês, mas não estou de férias... busy = really busy)...

Sorte minha que tenho gente muito querida me dando aquela mão: Angela e Fabricia!

Amanhã me mudo de família, com vista para o mar... vai me fazer me sentir um pouco mais no Caribe... que até agora, de Caribe, só o nome... e vamos ver se minha vida muda um pouco disso de casa-trabalho-casa...

Amanhã vou negociar com a diretora de programas do AFS GER a colocação de 19 alemães em troca da do meu primo no Brasil... hehehehe.

Assunto comidas: nada de novidade para mim, mas tem banana até no café da manhã... Banana de 38 formas diferentes, doces, assadas, fritas, flambadas... hoje comi uma de sobremesa de banana flambada suprema...apenas para contrastar com a frita do almoço e a assada do café da manhã...

Dia 2 no trabalho.

Tenho tido um pouco mais de trabalho do que eu tinha imaginado. Tem muuuita coisa para reorganizar por aqui. Basicamente, tudo. Sorte que todo mundo está muito receptivo para aprender e eu para aprender com eles... Escolham um furacão qualquer que passou por aqui e imaginem que estamos colocando toda a casa em ordem... mais ou menos assim é que eu me sinto.

Meu staff se resume a 5 mulheres, 1 estagiário e 1 mensageiro. Todas são muito gente boa, divertidas e muito dispostas. Minha única preocupação é saber como a TPM se distribui ao longo do mês... Imaginem se concentra tudo numa semana?

Estou sendo muito bem tratado. Todos os dias um motorista me espera na porta de casa às 9h da manhã para me trazer para o trabalho e me devolve às 6h da tarde. Almoço no trabalho e me consultam para quase tudo o que acontece.

Acabo de voltar do almoço onde a sobremesa foi um caldo de feijão doce - delicioso, mas o Oscar de efeitos especiais que meu estômago vai ganhar...

Lição da semana:
Um indivíduo sem informações não pode assumir responsabilidades. Um indivíduo que recebeu informações não pode deixar de assumir responsabilidades.

E vamos nós na elaboração de planos de trabalho...

Algumas fotos:
Todo mundo comenta da Copa, de quanto torciam para o Brasil, etc... Eis a propaganda do HSBC em Miami... os dominicanos tem uma fascínio por brasileiros inexplicável... Pena que eu não corresponda aos estereótipos:
1) Não danço samba
2) Não gosto de futebol
3) Não tomo café
4) Sou altão e brancão...


Workshop de Planejamento com Voluntários do AFS DOM


Entre meus choques culturais está a questão da hora (nada, absolutamente nada acontece na hora marcada) e eu sou um pouco workaholic demais para os padrões locais (trabalho em dois computadores ao mesmo tempo... exemplo citado pelas meninas do escritório...)

Pitoresco, pitoresco...


Depois de amanhã vou para minha nova família hospedeira. Hoje estou sendo hospedado pela vice-presidente do Conselho Diretor e esposo, gente boa demais. Mas moram longe e não tem filhos em casa, assim que minha vida social é nula... A família nova também é do Conselho do AFS, mas com filhos na faixa dos 20 anos... o que deve agitar um pouco mais minha vida. Vivem mais próximo do trabalho, numa área mais central. Veremos... Aliás, me sinto exatamente como no programa do AFS com essas gentilezas todas.

República Dominicana

Monday, July 10, 2006 9:00 AM Posted by Lucas Welter 3 comments
Quinta-feira, vôo marcado para às 7 da manhã em POA. Era óbvio que o aeroporto estaria fechado. E estava. E eu esperei até o meio-dia para embarcar para o Rio. E a grande ironia foi que a Varig decolou muuuiito antes da TAM... Reunião no Rio, tudo resolvido, vôo para Miami (um lixo...) cheguei morto às 4 da manhã hora local para uma conexão que só sairia ao meio-dia... e sem salas VIPs... voando American Airlines...

Cheguei em Santiago (meio da República Dominicana) sob um mega temporal de 15min (coisas que só o Caribe faz por você...) e bem igualzinho aos EUA me liberaram para uma estadia de trabalho de 45 dias sem visto, nem perguntas, nem nada...

Em seguida, fui levado para uma Assembléia Nacional de emergência do AFS para reativar voluntários, fazer planejamento, bom, as pessoas estão se mexendo. Conheci os voluntários importantes, o Conselho Diretor e os funcionários do escritório. Tudo numa "finca" - casa de campo - de uma voluntária, no alto de umas montanhas, onde nada lembra que a gente tá no meio de uma ilha do Caribe... frio e sem praia. Aliás, se eu já não tivesse morado por aqui, seria sempre uma decepção... as sociedades caribenhas não gostam de praia... praia é coisa de turista chinelão...

Agora estou na minha família hospedeira temporária... normal para um país em crise... Em uma semana devem me mudar para outra família... veremos. Aqui em Santo Domingo faz um caloooor e tem mosquitos... Viva o ar condicionado.

Amanhã à tarde assumo meu posto, descrito abaixo. Veremos...
Lamento, estou morto para continuar escrevendo.

Expatriado

Tuesday, July 04, 2006 3:25 AM Posted by Lucas Welter 3 comments
Esta semana estarei sendo expatriado pelo AFS International para uma temporada de 6 semanas na República Dominicana (não é Porto Rico, não é Costa Rica, não é Guatemala... geografia, geografia...vide mapa abaixo), onde estarei gerenciando o escritório do AFS e ajudando o Conselho Diretor local com algumas questões complexas. Mega desafio, mas estou bastante animado.

Prometo que manterei sempre atualizado o blog e que sim, eu volto no final da jornada.

Enquanto isso, faremos um encontro de até logo (metáfora para despedida...) no Santíssimo, novo lugar legal da Cidade Baixa em Porto Alegre. Espero que quem estiver por perto apareça!

Quando: QUARTA-FEIRA, dia 5 de julho.
Hora: ao redor das 20h30min
Onde: Santíssimo, esquina da Sarmento com a Lima e Silva.
Motivo: o Lucas vai, mas volta!

Fiasco!

2:59 AM Posted by Lucas Welter 2 comments


Eu até me empolguei com a copa. O problema foi a seleção que não se empolgou e nem empolgou o povo. Não podemos ficar chorando que nem o Casagrande e nem com dor de cabeça como o Galvão. Vejamos o lado bom do fracasso do time brasileiro:

1) Não precisaremos comemorar o "hexa", uma palavra muito escrota e que muita gente não sabe pronunciar. Aliás o Rufino (grande professor da Arquitetura/UFRGS) sempre dizia: hexágono é uma forma feia. Se usar num projeto eu vou dizer que não funciona. Se provar que funciona eu vou dizer que não para de pé. Se ficar de pé, tá ro-da-do.

2) Agora sabemos que o "quadrado mágico" é a p... que pariu; que essa m. não serve para porra nenhuma. Aliás, sempre quetiver 4 vértices será um quadrado, mesmo que deformado. Vai ser ruim em geometria assim lá, ah, deixa pra lá...

3) Os jogadores brasileiros não quiseram falar nada após o jogo. Isso é ótimo, porque nos poupa de ouvir besteiras do tipo "nós tentamos e... o time deu o melhor de si e... a França teve garra e...".

4) As cornetas vão parar de encher o saco.

5) A Raica não vai dar mais entrevista sobre futebol ou sobre o Ronaldo.

6) A torcida brasileira agora fica para o time de Portugal. (ou da Alemanha, hehehe)

Mas a foto aí é do treinamento do AFS do final de semana... Isso sim foi um sucesso!

Frase da semana

Tuesday, June 27, 2006 12:14 PM Posted by Lucas Welter 1 comments

Eu quase que nada não sei, mas desconfio de muita coisa.
Guimarães Rosa, citado pelo meu grande amigo Henrique Ramos.

What a Wonderful PrepTeam


Hoje bateu uma saudades dessas pessoas... Trabalhamos juntos quase 24h por dia durante 7 dias, esbarrando em barreiras culturais, rindo de piadas e da cara uns dos outros, dando e recebendo feedbacks nem sempre bem-vindos, tentando ser profissionais. Mal posso esperar pelo próximo. É incrível quanto o ser humano pode aprender em tão pouco tempo. Edgardo (Paraguay), Denise (Brasil), Betsy (USA), María Olga (Chile), Verónica (Argentina) y yo.


PrepTeam = preparatory team in a preparatory meeting... too much English... sometimes


Edgardo in action. O dia que eu tiver metade do timing e senso de humor dele...


Alguém sabe como se diz "kite" em espanhol? Nessas horas a gente desenha... Essa é a parte fascinante desses treinamentos.


Energizers energizantes... Bom, alguns até demais...


Sim, eu uso óculos... mas só na intimidade... sou tímido (hehehe). And AFS is family...

Amanhã é dia de jogo da seleção, ou seja, o dia acaba às 15h. Como diz a ESPN, "one game changes everything".

Ainda sem tempo

Ainda estou sem tempo para publicar umas histórias engraçadas, mas estou anotando tudo... Bom, até arrumo um tempinho, mas tudo o que tenho feito "nesses tempinhos" é dormir... aliás, eu quero meu ursinho de dormir e só acordar daqui uns 20 dias (vou ver se a Luiza me empresta um...).

Minha vida está passando por mudanças bem significativas (ou está com possibilidades de passar por...) e alguns amigos que significam muito pra mim estão ajudando a entender melhor o que está acontecendo e tomar decisões. Obrigado pelas palavras e por estarem sempre por perto.


Pizza no feriado.

PS. Eu ainda quero o ursinho.

trying to recover.

Tuesday, June 13, 2006 10:10 AM Posted by Lucas Welter 3 comments

Life goes easy on me... most of the time.

Pelo menos tenho tentado ver a vida desse jeito. Logo me recupere, começo a escrever de novo (e publicar algumas fotos hilárias...)

Do what you like. Like what you do.

Friday, June 09, 2006 11:55 AM Posted by Lucas Welter 1 comments

AFS Intercultural Learning Training Workshop.
Buenos Aires, June 4-11, 2006

Jet Lag

Tuesday, May 30, 2006 9:31 AM Posted by Lucas Welter 2 comments
Experts say that it takes about a day per time zone crossed to get your body back in sync. Tô ferrado. Cruzei 9. Tô acabado, acordando às 3h da manhã e indo dormir às 9h da noite. Alguém tem algum programa legal para me manter acordado?

Quando eu melhorar um pouco, continuo com os posts pós India.

PS. minha terapeuta é quem mais sofre. casualmente sempre tenho sessões nas segundas após essas viagens...

Got language issues?

Saturday, May 27, 2006 4:39 PM Posted by Lucas Welter 0 comments

For my own surprise, I was able to catch the train...

Mais um pouco...

Friday, May 26, 2006 5:02 PM Posted by Lucas Welter 0 comments
Ainda tenho muito para escrever. Vou tentar misturar com as fotos, para não cansar. Semana que vem, de casa, publico mais. Apenas para completar, acho que eu vim para índia de coração e mente abertos para aceitar a diferença, a diversidade, e acho que fui recompensado por isso. Volto pra cara encantado, mas repito: A Índia não é para qualquer pessoa.

PS. Acreditam que esses post foram postados online entre o vôo Delhi-Munique?
Agora estou em Munique e vou terminar isso enquanto espero um amigo AFS vim me buscar... As fotos são de Ahmedabad, cidade do meu treinamento AFS.


Mesquita em Ahmedabad

Conversa típica ao ser abordado por um motorista de riquixá:
Lucas: How much to take me to Chanakyapury?
Motorista: I will deliver you, Sir (sotaque indiano, quase incompreensível)
Lucas: Yes, but how much?
Motorista: No problem, I will deliver you Sir.
Lucas: I didn’t ask you about that. I said, how much?
Motorista: one hundred fifty ruppes (150 rúpias) (mais sotaque...)
Lucas: Sir, you know that’s too much. I’ll pay 50.
Motorista: No, 130 rupees.
Lucas, Sir, you know it doesn’t worth more than 70. E viro as costas. Ele volta.
Motorista: How much do you want to pay?
Lucas: 90 rupees.
Motorista: 100 ruppees.
No final acabo pagando um pouco mais, por pena, já que o valor é ridículo para cruzar metade da cidade. Qualquer visita à Índia faz a gente mudar nossas concepções a respeito de muita coisa no mundo...

O motorista do riquixá do tour de Delhi, me levou numas lodjinhas onde ele provavelmente ganha comissão dos brimos... faz parte do passeio, mas não do contrato ;) Entro e procuro por pashmina. A criatura me mostra umas por 350 rúpias. Ok, eu respondo: nós dois sabemos que isso não é pashmina. Afinal, que lã é essa? Me explicam e dizem que “real” pashmina é muito cara, etc. Quantas o senhor vai querer? Acabei virando expert em pashmina. Pobre Cachemira...


Mais de Ahmedabad

Pelo fato de viajar sozinho, acabo sempre estando disponível para conversas. É só eu olhar para o lado e alguém vem conversar, saber de onde eu sou, meu nome e se eu sou casado... depois vem as tradicionais, o que estou fazendo, que cidades estou visitando, se gosto da comida, etc. E é bem raro ver ocidentais por aqui, especialmente nessa época do ano. E eu chamo muito atenção. Branco (muito) alto e magrão, de olhos claros e meio desajeitado...


Contraste típico da Índia. Mesquita de 450 anos e edifício modernista atrás.

No trem entre Delhi e Chandigarh sentou do meu lado um cara bem bacana, ao redor dos 30 anos, recém casado. Tive umas das conversas mais interessantes da minha vida nesse estilo, com desconhecidos. Conversamos quase 3 horas, sobre tudo, sobre a índia, sobre o Brasil, hábitos e costumes, principalmente sobre diferenças e como eu as percebia... Aproveitei para perguntar várias coisas sobre espiritualidade, relacionamentos, diversão, economia, realmente foi legal. E o cara foi tranqüilo, tem gente que às vezes fica forçando uma conversa... Na volta de Chandigarh, outra boa surpresa. Um senhor aposentado, conhecedor de relações internacionais como eu jamais imaginei. Conversamos um pouco pois eu literalmente desmaiei de sono. E no final, ele ainda trocou uma nota de 500 rúpias para mim (motoristas de riquixás nunca tem troco...). Gosto de ter a impressão (pelo menos) que as pessoas estão verdadeiramente interessadas em mim (ou qualquer outra pessoa).


Bazar das Pashminas. Gostei da foto. Ahmedabad

Cena impagável: casalzinho (hum, tive minhas dúvidas... mas vá lá). Ele em roupas ocidentais e ela completamente adaptada: roupas indianas, o terceiro olho, tatuagens de rena nas mãos, sandalinhas, quase uma indiana. Mas reparem no ambiente: McDonald’s. Dá pra acreditar? Se tu quer ser riponga é problema teu, mas seja autêntico e não entre num Mac. Eu uso roupas de marca e freqüento Macs. Acho o fim da picada esse bando de gente que acha que porque se veste como os locais acha que está surfando na cultura alheia... E só para comprovar: não tem Big Mac. Holy cows...


Minuto de silêncio ao grande Louis Khan.

Hoje pela manhã (sexta) meu fiel motorista veio me buscar no horário combinado. Me senti mais VIP do que nunca. Ok, eu dei gorjetas generosas sempre pra ele (Hay un mundo mejor, pero es carísimo – lembram) mas confesso que me senti mais em casa... E ele ainda tinha me comprado o Indian Times para ler no avião.


Olha o camelo...

Agra e o Taj Mahal

4:54 PM Posted by Lucas Welter 0 comments
Fui de Delhi a Agra em um trem extremamente convencional, gente muito simples. Muito mais gente do que bancos disponíveis. Provavelmente eu era o único ocidental no trem. Os turistas viajam em trens com ar condicionado. Eu queria experimentar um pouco mais da Índia (dos nativos) e arrisquei. Apesar de conhecer gente muito bacana, que conversou comigo o tempo todo e me oferecia água e comida, achei que uma vez era suficiente. É incrivelmente quente, até o vento é quente. Fiquei completamente molhado de suor, e cheio de pó... E a família que estava comigo estava viajando de Delhi a Mumbai... mais de 24 horas naquela zona. Mas é divertido ser atração turística. Na verdade o que eu mais gosto é testar os meus limites de compreensão cultural apos ter estudado muito sobre o tema. Então, tentar entender as pessoas é fundamental.


Essa imagem vale por todas.

Cena do trem para Agra. A mãe fez uma mamadeira para o filho com leite em pó. Bastou apenas 3 minutos segurando a mamadeira para o lado de fora do trem para o leite ficar quente... Essas coisas me lembram muito o Brasil. (eta minimização....)


Em Agra (cidade do Taj Mahal), tive contato com a Índia que eu queria ver... a Índia de alguns estereótipos: vacas na rua e o trânsito parando para elas, encantador de serpentes, camelos, macacos, único inconveniente é que os níveis de pobreza sobem. Mas os preços baixam radicalmente... O dia todo no riquixá foi por 200 rúpias e mais 100 adicionais por não passar nas lodjinhas...


outra ego-picture
Preços do Taj Mahal: Nativos: 50 centavos de dólar, turistas: 20 dólares. Ok, no Brazil também é assim. Como é um templo muçulmano, sapatos de fora e homens tem fila separada das mulheres. A obsessão com segurança beira os limites da loucura. Um guarda-volumes só para celulares (proibido lá dentro) e outro para mochilas. Os caras reviram até dentro das carteiras, tudo... A multidão é fora de série, chega ser chato. O negocio todo é um gigantesco complexo, em que o Taj é apenas uma parte da brincadeira. Mas é tão imponente, tão perfeito, tão indescritível que ofusca o entorno todo (maravilhoso também). Mesmo furioso com a bagunça oriental, as pessoas se atropelando, etc (eu disse: tolerância zero com temperaturas acima dos 40C), não tem como não achar fora de série. Pelo menos aqui tinha uns 20 ocidentais (entre milhares de pessoas). Incluído no ingresso: uma garrafa de água. Quanta generosidade. Nice, at least.


Não sei quem são, mas fizeram uma pose tão bonitinha...


Não sei porque o nome do negocio é fila indiana. Essa gente não sabe fazer fila. Não sei da onde os portugas tiram isso de fila indiana... Apos chegar em Agra na classe mais econômica possível (3 reais para viajar 250Km) decidi trocar a passagem da volta. Eu e três chinesas passamos 1 hora numa fila que não andava porque o pessoal furava o tempo todo. Até que montamos uma operação de não-fura-fila que revoltou os nativos (um deles...) Quando ele visivelmente transtornado por não furar a fila resolveu perguntar:
Cara revoltado: From which country are you?
Lucas: From the wich one people stand on lines. It’s called Lineland, do you know?
Meu limite de aceitação de diferenças culturais baixou a zero quando a temperatura bateu no 44C.
Pergunta do dia: fazer fila é cultural? Se sim, como explicar as formigas?

Chandigarh

4:37 PM Posted by Lucas Welter 0 comments
Chandigarh. Beautiful City. A primeira cidade nova planejada da Índia ( e única). Muito organizada, um pouco mais fresca, arborizada e funcionamento igual a Brasília. Setores, setores, setores. Fui no depto de turismo buscar autorização para entrar nos prédios do complexo do Capitólio. O gerente, uma figura, me fez assinar o livro oficial de visitantes, e quando viu meu passaporte exclamou: Brazil? A gente não vê brasileiros por aqui todo dia... Me deu 3 cartas de autorização (uma para cada edifício do complexo) e me ofereceu o serviço de motorista/guia subsidiado pelo governo. 1000 rúpias (23 dólares) pelo dia todo de carro com motorista e guia, facilitando as coisas. Topei na hora. Me aparece um guri bem bacana, me deu explicações muito inteligentes para as coisas e me ensinou muita coisa em hindi. Tinha muita palavra que eu queria saber o significado e ele foi bem paciencioso. Me deu uma aula sobre a partição (Índia/Paquistão) que acabou por gerar Chandigarh.


Museu de Arte de Chandigarh, pelo punho de Le Corbusier.


Corte Estadual de Justiça


De acordo com o Modulor do Corbu eu tenho as dimensões perfeitas...


A burocracia indiana é algo. Já tinha experimentado um pouco na hora de reservar os trens, mas o que eu vi no edifício das secretarias de chanigarh foi fora de série. Chegamos com minhas autorizações. O primeiro round de seguranças nos libera, caminhamos para o edifício, pergunto se podia tirar fotos externas. Ainda Não, responde o guia. A gente ainda não tem autorização. Vamos ter na volta (!!). A gente entra, vai na segurança, que nos dá outro papel. Subimos no sexto andar, carimbam os papeis que me deram no térreo, verificam online (no meio de pilhas de processos e papeis...) se eu era legal no pais... e me liberam. Voltamos ao primeiro andar para entregar o papel carimbado e aí eu podia subir no terraço do edifício... Imagina se eu não tivesse o guia. E ainda tinha um guarda me acompanhando o tempo todo.


The Open Hand, presente dele para a cidade.


Nunca achei Le Corbusier grande coisa, até entrar no plenário da Assembléia do Estado do Punjab . Acho que não sou capaz de descrever. Arquitetura às vezes a gente tem que sentir, e o que eu senti lá dentro é o que o cara foi um gênio desenhando aquele espaço. Me senti tão exclusivo por estar conhecendo aquele lugar único da arquitetura mundial e mais ainda: eu entrei sozinho (com o guarda e com o guia...) no plenário, ou seja, abriram só pra mim! O guia me explicou que a cidade tem muito orgulho da arquitetura e visitantes estrangeiros só estão lá por causa da arquitetura (ninguém vai a Chandigarh para ver árvores...) e que por isso eles faziam essas concessões. Realmente, fiquei impressionado. As únicas fotos que temos desses espaços são de livros que contam a vida do Corbu e são antigas e normalmente em P&B. Sentir aquele espaço todo, não sei, com certeza vou levar isso para o resto da vida.


Até parece Brasília...


Ego-picture of the day...

Imagens de New Delhi

4:17 PM Posted by Lucas Welter 0 comments


Estação de trens de New Delhi.
Eu sei onde fica o purgatório: estação de trens de New Delhi. E não falo em purgatório por ser um lugar fisicamente terrível, mas por doer na alma (o inferno deve doer na carne- hum, nada mal para um agnóstico...). Purgatório por lembrar que a gente tem uma vida diferente, muito materialista, muito superficial em muitos aspectos, que não damos valor para coisas simples, que nos incomodamos por tão pouco, que achamos que somos infelizes com o que temos. A verdadeira jornada espiritual da índia que muitos ripongas acham o máximo é esse contato com a miséria extrema, com uma sujeira indescritível. Difícil ser indiferente. Tem que ter muito estômago para chegar em casa todo dia e não chorar pela pobreza alheia... A Índia é realmente um choque para um ocidental.



O Arco do Triunfo local em uma ego-picture.
Delhi tem uma camada de poluição que em certos dias só permite saber se tem sol ou está nublado por volta das 3 da tarde. Tem indicadores eletrônicos pela cidade falando da qualidade do ar: sempre bad.



Casa e Museu do Gandhi. Calma, ele era rico, a casa é uma imensa mansão. Muito inspirador...

Ontem (terça-feira) aluguei um riquixá por 3 horas (20 reais) para ele me arrastar pelos pontos turísticos de Delhi. Caminhar nesse calor de 40 graus? Tô fora. É impressionante como as pessoas vão para os parques depois das 7 horas da tarde, quando fica mais agradável, e ficam até à meia noite. New Delhi é uma cidade jardim (história comprida...) e tem muitas rotatórias que funcionam como praças, com gente até a meia noite – grupos de adolescentes, adultos, mulheres, uncommon se comparado ao Brasil.

No post

Thursday, May 25, 2006 2:13 PM Posted by Lucas Welter 0 comments
Amanhã eu volto. Com fotos. Vou correr para pegar o trem para Agra. Classe pelourinho, sem ar condicionado. Real life experiences - para me consolar...

mais de Delhi

Wednesday, May 24, 2006 2:10 AM Posted by Lucas Welter 1 comments
Hoje eu quero humildemente dedicar este post aos turistas idiotas do mundo. Graças aos turistas idiotas, todo ascensorista (1) de turista pensa que todo turista é idiota...

Sai do albergue por volta das 10h da manhã com um objetivo claro: comprar passagens de trem para Chandigardh e Agra. Entro no primeiro riquixá que me abordou (aqui tu não abordas um táxi, ou riquixá – ele te abordará primeiro...). E como aqui eu sou turista (finalmente...) então eles me disputam... Aliás, momento narciso: eu sou uma das maiores atrações de Delhi. É incrível como um ocidental chama atenção na rua. Não tem turistas caminhando nas ruas, e quase nenhum nos monumentos. Os americanos andam em ônibus climatizados, as American Bubbles (2), seguras, protegidas do ambiente e cultura externos... Voltemos. Quando o motora do riquixá (gordo- desconfie de indianos gordos...) soube que meu destino era a estação de trem, propõe me levar para “the” e não “a” escritório oficial de turismo do governo, para pegar uns mapas e fazer as reservas, uma vez que a estação de trens estaria meio cheia (diariamente, 8 milhões de indianos usam o segundo maior sistema ferroviário do mundo, que emprega 1,2 milhões de funcionários...) achei que poderia ser uma opção, mas como fiz o tema de casa (3), senti que era encrenca mas como era perto da estação, depois eu iria caminhando caso a coisa não desse muito certo...

Chegando no tal escritório, percebi de cara que todos os anúncios do governo, dizendo que o local era do governo, eram impressos na impressora doméstica do lugar... bom, fui em frente pra ver no que dava. Entro numa salinha, meu ascensorista junto, faço o meu pedido (ida e volta a Chandigarh), forneço os horários, eles perguntam várias coisas comprometedoras, como quantos dias eu ainda vou ficar, quando vou embrora, o que eu já visitei, essas coisas e ainda tem a cara dura de perguntar várias vezes só pra saber se estou falando a verdade...o cara liga para um monte de números, fala hindu, escreve coisas e me diz exatamente o que eu esperava: trem para Chandigarh, só para voltar... o primeiro para ir no horário que eu queria só na sexta, justamente quando eu vôo para Minique... Como eu disse, eu fiz o tema, sabia que tinham vários trens, etc, e o cara nem me ofereceu outras opções... entro no jogo: que outra forma tem para chegar em Chandigarh?... o cara começa dizendo que Chandigarh era imperdível, etc, etc e me oferece um carro com motorista. Resumindo, eu disse que não estava interessado, volto para o Riquixá (o ascensorista atrás...) e digo para ele me deixar na estação... ele ainda ficou tentando me levar para outro Escritório “oficial”... Eu retruquei: You didn’t get it, right? I’m not stupid.... aí ele parou a conversa, me largou perto da estação e fim dos serviços.

Vou para estação (realmente um caos – capítulo a parte), vou para o departamento de atendimento ao turista estrangeiro - tipo um escritório do INPS (hoje INSS) dos anos 70, papeis e mais papeis empilhados - , um ar condicionado que mantinha a temperatura ambiente equivalente a do Himalaia... encontro meio mundo representado lá dentro, incluindo uns monges tibetanos... preencho uns forms, sou atendido por uma lesma que ainda parou quando passou o homem do chá (ao invés da senhora do cafezinho aqui tem o homem do chá, servindo num bule a la Rainha Elizabeth, serviço completo, com xícaras brancas grandes e biscoitos...) e bingo. Saí de lá 1100 rúpias (50 reais) mais pobre e com passagens de ida e volta para Chandigarh no dia seguinte e ainda de troco, para Agra na quinta. Bem diferente do informado...

Assim, turistas otários, fiquem em casa (ou façam o tema...(3)): vocês só contribuem para o mundo ser um lugar mais desonesto.

Depois eu continuo.

PS. Estou frustrado. Já vi camelos, vacas, cabras, macacos e elefantes nas ruas, mas ainda nenhum encantador de serpentes... será que alguma sociedade de proteção aos animais proibiu?

(1) Definição do Ricardo Freire do cara que te encaminha para o cara que vai tentar resolver a tua vida ou te vender alguma coisa e ainda quer uma gorjeta por isso...
(2) Definição pessoal do ambiente seguro para americanos em estágio de defesa intercultural...
(3) tema de casa: ler tudo o que for possível sobre o país, entrar em sites na internet e ainda ler o Lonely Planet específico do local a ser visitado em livrarias se eles custarem mais caro do que você acha que deveria pagar por ele (quase sempre.)

Chegando em Delhi

Tuesday, May 23, 2006 7:22 PM Posted by Lucas Welter 0 comments
Eis que consegui chegar vivo em New Delhi... A Sahara Air teve uma chance de se recuperar comigo e cumpriu direitinho... Nosso vôo decolou no horário em Ahmedabad, mas ficamos rodando o aeroporto de Delhi por apenas 1 hora por excesso de tráfico... Eu nem me importei já que estava mais morto do que vivo de tão cansado que dormi o tempo todo. Quando cheguei, uma surpresa: meu motorista fiel estava me esperando e me levou para o albergue pela miséria de 400 rúpias, muita gorjeta incluída...

Albergue bom, limpinho, só 3 camas no quarto e muito ar condicionado. Hoje estou explorando Delhi. Consegui comprar minhas passagens para Chandigarh e Agra quase sem problemas. A história é comprida e boa, conto depois. Estou num cyber café fazendo o update diário dos meus compromissos AFS.

Continuo depois.

Bjos e abraços,
Lucas

Treinando na India

Monday, May 22, 2006 9:45 PM Posted by Lucas Welter 1 comments
Estou com um probleminha de fuso, então, agora, estou caindo de sono... e são só 5,30 da tarde... Mas queria postar as fotos do meu treinamento aqui em Ahmendabad. Comentarei depois, mas quem me conhece pode me reconhecer nos papéis coloridos... exportando idéias para India... e olha que os vols aqui são fast learners...











By the way, hoje fiz turismo em Ahmendabad acompanhado de nativos (voluntários AFS mais do que queridos...) Me levaram no Indian Institute of Management (uma relíquia da arquitetura projetado por Louis Kahn). Espero que minha mãe leia o seguinte comentário: pashminas de verdade, 100% pashminas, originárias da Cachemira, custam 300 dólares!!! E são lindíssimas...