Training for Trainers AFS BRA 2006

Ah, que saudades!

foto cortesia do Reynaldo

Eu tinha esquecido...

A gente passa por tanta coisa na vida que eu tinha esquecido o quanto a minha companhia me fazia bem. A gente fica sempre procurando 1001 programas pra fazer, pessoas pra sair, bocas pra beijar, lugares pra passear e acaba esquecendo de dar atenção pra gente mesmo! Pois é. Algumas pessoas que me conhecem bem sabem sobre o que, exatamente, eu to falando, mas serve pra qq pessoa que for ler isso.

Eu tinha esquecido o quanto eu me divertia só de olhar no espelho e começar a fazer careta, ficar vendo TV q nem idiota e conseguir ficar mais de 2 horas sem falar. Depois quando tocar o telefone atender rindo sem saber responder a pergunta "pq vc tá rindo?". Ás vezes não tem motivo. A gente se diverte com o que tem.

Só pra deixar claro que não sou egoísta nem nada: AMO todos que estão a minha volta, mas precisava de um tempo pra lembrar que eu amo também o Lucas que vive dentro de mim! Tentem conhecer melhor a pessoa que vive dentro de vocês.

PS. a todos que perguntam, a dotora (minha mãe) se recupera muito bem. Ela tá bem mais animada do que nas cirurgias anteriores e estamos esperando pelo plástico finalizar o serviço - terminar de moldar a mama (e deixar ela com um peitão) e esperando pelos resultados dos exames para ver a continuidade do tratamento. Valeu pelo pensamento positivo.

Três Lições do Mágico de Oz

Monday, March 20, 2006 1:03 PM Posted by Lucas Welter 2 comments
Queridos amigos,

Quando um treinamento chega ao final, eu fico com uma sensação de vazio do tamanho do mundo. Treinamentos AFS são eventos tão intensos, que fica complicado voltar para a rotina (mesmo a minha, que na verdade é a preparação de outro treinamento...).

Depois de dormir 15 horas de sexta para sábado e mais outras 17 de sábado para domingo, acho que comecei a digerir e processar meu aprendizado com esse treinamento. Não pensem que treinador não aprende também... Aliás, esse foi o meu maior medo durante o processo de montagem desse t4t: o que eu vou aprender de novo com mais um training for trainers? E se eu não ganhar nada, qual vai ser a minha motivação para estar lá?

Hoje posso afirmar que valeu cada segundo do meu tempo voluntário: ver o nível de maturidade das perguntas, das experiências que foram compartilhadas, do muito sobre processos de grupo que eu aprendi, da preocupação e dedicação de vocês com as nossas tarefas, rever e fazer novos amigos. Mas acho que foi muito mais do que isso. A oportunidade de ter visto muitos de vocês um ano atrás e agora revê-los, me permitiu ficar muito orgulhoso com o progresso de vocês, com a transformação em treinadores mais capacitados, com desenvolvimento de habilidades, com o amadurecimento de vocês como pessoas. Com o meu amadurecimento e aprendizado como pessoa e treinador também...

Refletindo sobre esse aprendizado, quero dividir com vocês o Mágico de Oz (todo mundo ouviu falar, não é?) e três lições advindas da história que eu acredito que tenham ligação direta com o nosso estilo de treinamento. No final da história, Dorothy e os seus três amigos, após derrotarem a Bruxa Malvada do Oeste retornam para o Mágico de Oz para este realizar os seus desejos: Dorothy queria ir para casa (no Kansas eu acho...), o Espantalho queria um cérebro (também tô precisando de um...), o Homem de Lata um coração (o meu alguns sabem por ande anda ;) e o Leão Covarde queria coragem (isso eu acho que tenho o suficiente). Aqui vem a primeira lição: mesmo que participem da mesma atividade, indivíduos tem necessidades diferentes. E participantes de workshops, diferentes estilos de aprendizagem.

Dorothy e os amigos, logo descobrem que o Mágico de Oz não é tão superpoderoso assim, e que na verdade não passa de um simples mortal com um mega sistema de projeção multimídia. Afortunadamente, ele também é um bom improvisador. Procurando na sua bolsa ele dá para cada um dos personagens, símbolos do aprendizado que simbolizam os seus desejos: o Homem de Lata recebeu um relógio em formato de coração pela sua compaixão, o Espantalho recebeu um diploma pela sua inteligência e o Leão ganhou uma medalha de coragem. E o Mágico ainda se ofereceu para levar Dorothy para casa num balão... Aqui vem a segunda lição: se você não é um mágico superpoderoso, convém ter uma mochila com alguns itens que podem te ajudar em momentos onde tudo foge do controle. Em um contexto de preparação de workshops, esta lição sugere que é importante oferecer recompensas para satisfazer as necessidades individuais dos participantes. Num ambiente de workshops, essas recompensas vem em forma de experiências de aprendizagem apropriadas que estimulam diferentes estilos de aprendizagem.

De forma interessante, o Mágico não entregou o que realmente prometeu, embora todos ganhassem o que queriam inicialmente. Como eles conseguiram? Através da experiência! O Homem de Lata encontrou seu coração estando em uma situação em que foi requerida compaixão. Respondendo com raciocínio rápido, o Espantalho reconheceu o seu cérebro. Proteger seus amigos do perigo permitiu ao Leão descobrir a sua coragem. Dorothy, eventualmente descobriu que poderia ir para casa andando e por conta própria. Minha terceira lição do Mágico de Oz diz que: indivíduos aprendem melhor através da experiência. Se nós pudermos criar um ambiente de aprendizagem ativo e vivencial, é possível encorajar participantes dos nossos workshops a reconhecerem sua própria compaixão, coragem, inteligência e ainda levarem tudo isso para casa com eles.

Se eu pudesse resumir tudo isso em uma coisa só, acho que seria o quanto acertamos o foco do desenvolvimento dos voluntários do AFS Brasil, e vocês, o grupo por assim dizer de elite, são o melhor exemplo disso, agora confirmado.

Assim, foi um prazer enorme estar com vocês neste treinamento. Espero que 2006 passe bem rápido e que eu possa me surpreender novamente com os ganhos de vocês através das experiências que vocês irão passar ao longo do ano. Boa sorte, sucesso a todos, e caso necessitem, meu e.mail é lucas@welter.com

Bjos e abraços,
Lucas

PS. Embora meu cérebro diga que está tudo bem, meu coração me diz que está na hora de participar de um treinamento como participante e não como treinador. Alguém tem algum legal em vista? ;)

PS2. Minha mãe se recupera super bem e graças a ela, o Mágico de Oz está aqui. Mãe, nós bem sabemos quantas horas tu passaste ao lado da minha cama contando histórias antes de eu dormir...

=== Pergunta de hoje === 

Vocês também sentem frio na barriga todo domingo e vontade de explodir todos os relógios para o tempo não passar? Por quê?


Lucas in action


Gincana in action

AFS Training for Trainers 2006 - Day 1

Sunday, March 12, 2006 1:29 PM Posted by Lucas Welter 1 comments
Galera inscrita no T4T 2006 e que chegará na segunda: "casualmente" estamos pensando em vocês o tempo todo. Bjos e abraços do Preparatory Team. Abaixo, cenas de um dia na vida de um PrepTeam.













E aí Denise, o que a gente escreve? Pelas caras, fotos tremidas e respostas a perguntas não feitas, constata-se que muito trabalho andou rolando por aqui, até altas horas... Bom, a Denise continua pensando no que escrever, a galera foi formir e amanhã tem tudo de novo.

dos arquivos...


Hoje comecei a dar meu HD por perdido (por questões de pão-durismo...) e comecei a dar uma olhada nos meus arquivos de backup e achei essa foto, linda! Da época que eu andava com a máquina sempre na mochila e esperar pela revelação era umas das melhores sensações do mundo.

Estreando o mega link da net. A internet melhorou muito.

Imagem que vale por mil palavras...

Monday, March 06, 2006 1:44 PM Posted by Lucas Welter 2 comments


Só de pensar na semana que vem por aí me dá medo... 2006 já começou há dois meses e eu ainda não consegi colocar tudo no lugar. Minha casa tá uma zona, preciso de mais espaço para livros, meu HD ainda não voltou, aulas, espanhol, inglês, bolsa de pesquisa, AFS, amigos e os projetos mais variados possíveis.

Então, nada melhor do que começar com um pouco de bom humor...
A imagem vale por mil palavras, mas como eu falo muito, quero dedicar essa foto para todas as meninas que visistam esse weblog e não sabem como é essa vista lá de cima, de frente pro alvo, de pé mesmo, podendo escolher a mira exata sem molhar as pernas. Foto pós carnaval...

Sobre o U2 e a geração conteúdo

Sim, o show foi muito legal, superou expectativas. A vaia que o telão do U2 ganhou ao mostrar o Nosso Guia (como diria o Elio Gaspari…), foi uma das melhores partes para o tucano aqui. Bom, o show todo mundo viu na Globo, com o Jeca Camargo.

Mas meu assunto hoje aqui é outro. Em 2005 conversamos muito no AFS de como a era da informação tem impactado nossos programas e de como não sabemos lidar com isso. Explico: nosso programa de orientações é o mesmo desde que eu fui participante em 1994 (e já naquela época devia ter uns 10 anos...). O programa de orientações e aconselhamento é o que difere o AFS das outras organizações de intercâmbio. Sempre tivemos muito orgulho dele e acreditamos que ele é fundamental para ajudar nossos estudantes a entenderem o que acontece com eles durante um ano de imersão intercultural. E pelo nosso lado, é o que ajuda a mover os estudantes de estágios etnocentristas para estágios etnorrelativos de adaptação intercultural. Eu sei, termos complicados.

Pois é, quem viu o show do U2, deve concordar que ninguém segura a "Geração Conteúdo" (Geração Google é o termo que eu tenho usado – 1.988.874.987 de respostas em 0.34 segundo...) e graças a ela (ou devo dizer: graças a nós todos) hoje não tem mais intermediário da informação. Você faz, você distribui, você consome. Tem uma campanha de marketing da HP de câmeras digitais, voltada para essas pessoas "comuns" que produzem conteúdo, que já dizia: "You have the power".

Chega um momento em que a gente tem que parar e dar o braço a torcer. E o show do U2 em São Paulo, foi um desses momentos. Não pela qualidade musical, muito boa, pelo evento em si, memorável, pela comoção do público, histórica. O show do U2, não me tocou só por isso. Explico:

Letras globalizadas, campanhas publicitárias cruzadas, direitos humanos projetados na tela imensa e ultra-tecnológica. Em meio a isso tudo testemunhei o já esperado Messianismo de Bono (com direito a encenação meio Edipiana, olhos vendados por uma bandana da Campanha COEXIST), os riffs já clássicos do Edge e estaria muito bem assim se...os celulares não se levantassem.

Pontos luminosos saindo de praticamente todas as mãos. Aquilo ali era a prova cabal do poder que pessoas, antes apenas consumidoras de informação, têm. Quantos pontos de vista (para não falar fotos e vídeos) seriam publicados horas depois? Todo mundo produz e distribui conteúdo. A entropia é o novo modelo de comunicação? Podemos dizer que o show do U2 ontem é também um reflexo do cenário que vemos na web no que se refere a autoria de todos aqueles que antes eram apenas consumidores de informação? Sim. Como vender para clientes campanhas de massa, depois de uma demonstração dessas? Difícil. Mas também uma excelente oportunidade.

Hoje, através de manifestações como essas, percebemos que é menos controlar e mais saber acompanhar estes fluxos de informação. E quando nos referimos a business, é pegar o cliente pela mão, leva-lo até a janela e dizer: amiguinho, em cada janela daquela tem alguém criando seu próprio veículo. Esqueça o antigo poder de controlar, esqueça. Você precisa é de quem entenda como isso funciona, possa entrar lá nessa entropia maluca e plantar a sua mensagem, fazendo dela um conteúdo interessante. E fazendo de cada consumidor, seu multiplicador.

Pegue o cliente pela mão e apresente este novo mundo para ele. Comece mostrando as fotos do Flickr e do Fotolog. Horas depois, antes das capas dos jornais, já estava tudo lá. Vídeos inclusive. Depois, conte a história da Katilce, que foi levada ao palco, dançou e ainda tascou um selinho no Bono. Dos mais de 1 milhão (um milhão, alguém sabe que é isso???) de scraps em sua página no Orkut (até agora...). Das comunidades que já foram abertas, algumas com centenas de usuários. Centenas. Milhares. Fale que a própria banda tem seu blog. Fale que antes tínhamos isqueiros, agora temos aparelhos de celulares levantados, num desejo de expressão infinito que nem desejo é mais. É poder. Fale que o poder está nas pessoas e não apenas em uma única mensagem.

Por um lado, fico contente de ver que minhas preocupações em querer mudar a forma como trabalhamos com adolescentes nessa so-called era da informação tem fundamento. Por outro me assusta e me desafia. Ainda vou voltar várias vezes a esse tema. Tem um seminário de Aprendizagem Intercultural chegando...

By the way, semana que vem eu publico umas fotos de uns outdoors da campanha COEXIST que eu tirei nos USA. Tem uns lindos, a cara do AFS.

AFSers: as I’m still eager to finish my homework of world peace, just wait for the changes and innovation on the program content.

Desisto...

Quando o universo (ou sei lá no que você acredita...) conspira, o negócio é sair de fininho. Assim, saio de férias para tomar um banho de sal grosso. Vou pro Paraíso.

O melhor filme de 2005 eu assisti em 2006

Por não ter nenhum filme que eu tenha verdadeiramente ficado fascinado em 2005, não consegui formular uma lista dos melhores do ano. Porém, descobri hoje que o melhor filme de 2005 eu assisti em 2006. Aliás, quase todos os indicados ao Oscar 2005 só estrearan no Brasil em 2006.

Só para não dar o gostinho de ter mudado de assunto, ainda estou transtornado com o computador… mas tô pegando leve e fui ao cinema.

"Crash" é simplesmente soberbo. Um filme daqueles que se tornam inesquecíveis e já entra facilmente no meu hall de favoritos. O fantástico "Magnólia" de P.T. Anderson ganhou um concorrente de peso, pois essa história escrita e dirigida por Paul Haggis (o mesmo roteirista de "Menina de Ouro") é um êxtase emocional que suga todas as forças dos espectadores. É um filme tão complexo em termos de sentimentos, ações e reações, que me peguei umas duas vezes de boca aberta no cinema. É maravilhoso. Mas infelizmente grande maioria da população alienada não vai entender lhufas porque ele vai muito profundo no cotidiano das pessoas das grandes cidades.

Existe uma infinidade de filmes sobre a natureza humana e o quanto podemos ser um poço sem fundo de preconceitos e estereótipos, mas poucos conseguem causar tamanho impacto. "Crash" é um daqueles filmes raros, que só surgem de tempos em tempos e, sem dúvida, um dos mais poderosos que o cinema já nos ofereceu. Moral da história: será usado no próximo Treinamento AFS de Aprendizagem Intercultural.

Ainda falta assistir um dos indicados a Melhor Filme, mas a menos que eles sejam tão primorosos quanto "Crash", no que depender da minha torcida, o Oscar deste ano já tem dono.

Antes que perguntem o que eu achei do Brokeback Mountain, fantástico em termos de cinema e complexidade para retratar sentimentos e ainda a fotografia nos últimos 40 minutos é just perfect (durante todo o filme, mas no final é insuperável). Porém, me deu sono…

The files are gone... but the computer is still here...

Ok, hoje pouco antes do almoço recebi uma notícia que me fez perder a fome: impossível recuperar o conteúdo do meu HD (a fome, o sono, o humor, a disposição, a paciência, um monte de dinheiro...)

Nem um pouco mais consolado, mas com o computador na mão, resumo da situação:

1HD novo mais mão de obra = 700 reais; Horas de sono: 2; Sitema operacional novo de presente: economia de 375 reais; Não saber usar o sistema novo e deletar todos os emails das útimas duas semanas: priceless; (de verdade, com essa eu ri sozinho durante 10 minutos para não chorar...) pulsação: 96b/mim; pressão:157/88; Trilha sonora: absolutamente nenhuma, tenho medo de apagar mais isso do iPod quando conectar ele nessa bomba; (a trilha sonora foi a única coisa que sobrou...) Acentos: sim, depois de duas horas de briga, acho que consegui deixar o layout estável; Corel Draw não instala nesse sistema novo (vou trabalhar como?); sistema operacional insistindo em me chamar de Admin e não lucaswelter; fotos, que fotos? horas de trabalho perdidas, hum, melhor nem calcular; último back up: novembro último back up sério e confiável: agosto ícone do msn: a laranja ou a bola de tênis (fala sério... esse pessoal da microsoft...)

Não sei se é porque as férias tão acabando ou se é porque está começando esse intervalo gigantesco entre o carnaval e o reveillon, mas eu estou me sentindo assim: sonolento e sem entender muito as coisas. O que antes tava fazendo sentido agora não tá mais. De verdade não sei o que está acontecendo, maré de azar...

Preocupado? Hahahaha, não mais! Agora a minha vida tá andando sozinha e não tô com muita disposição pra tentar mudar nada, já fiz demais por ela nessas últimas semanas e acabei atrapalhando. Algumas coisas importantes eu aprendi ano passado graças ao zeca: "deixa a vida me levar: vida leva eu". A Lu (BSB) e a Denise colaboraram para diminuir o meu ritmo com os últimos telefonemas...

Pelo menos o sistema operacional novo do mac tem uma ferramenta que rastreia o teu computador: tu digitas o nome da coisa e ele em milésimos de segundo localiza para ti, tipo o que o gmail faz nas mensagens... Ele procura dentro dos arquivos também e não só pelo título... e tá servindo de desculpa para eu atualizar os programas.

Daqui duas semanas vou procurar a Datarecover e ver o que dá para fazer pelo HD. Enquanto isso, na Sala da Justiça...
Ok, acabou o download do programa que grava dvd... cama pra mim...

Espero estar mais animado no próximo post. Bjzzzzz

Meio off-line.

Passei uma semana em casa trabalhando muito nuns relatórios e reports, escrevendo un paper para um congresso, levando a vida bem a sério.

Quinta-feira meu computador trancou (emperrou, travou...) de uma forma inexplicável. Achando que era uma simples falha de sistema, liguei para o Cicero (grande amigo, brother, irmão, camarada... sei lá como você define um super amigo...), que se dispôs a sair de São Leopoldo e ir a Porto Alegre buscar no meu apto os dvds de instalação do sistema do Mac, colocar numa caixa e despachar para Antonio Prado via serviço de encomendas da rodoviária de Porto Alegre... Tento reinstalar o sistema operacional e nada. O computador morreu mesmo. Confesso que ele vinha fazendo uns barulhos meio estranhos, mas quem não faz?

Desde segunda ele encontra-se no hospital (assistência técnica...) sendo atendido pela competente equipe da Soma Computação. Falha no HD foi o meu diagnóstico inicial. Os médicos ainda não divulgaram o boletim médico, mas tudo parece confirmar a falha no HD.

Obrigado a todos que já se engajaram na corrente de orações, aqueles que encomendaram uma macumba nervosa pró-mac, aqueles que estão fazendo pensamento positivo em nome dos arquivos do AFS e do UFRGSMUN... Se você quiser contribuir, uive na frequencia certa todos os dias às 6pm (-03GMT). Obrigado pelo apoio neste momento de muita dor.

Falando um pouco sério, acho que será possível salvar os arquivos (tenho expectativas - na verdade perguiça só de pensar no que eu terei para reeescrever caso o tratamento não seja bem sucedido...), mas vou ter que trocar o HD, brincadeira que vai sair uns mil reais e levar uns 10 dias. Enquanto isso, estarei meio off-line. Para aqueles que estão se perguntando, mas não é o tal computador que não trava?, explico: de fato o sistema operacional do Mac não trava com a frequencia do Windows, é bem mais estável (já tive 22 janelas abertas ao mesmo tempo... com 14 programas diferentes rodando...), mas no meu caso o problema foi hardware e não software. Ah, o HD é Toshiba. Tentarei me manter comunicável durante esse meu período de férias forçadas.

By the way... meu blog ficou horrível no Windows Explorer... que fonte medonha é essa??! e a explicação que ocupa a janela toda??? que programinha mixuruca... vou ter que fazer um curso de html urgente... tô me sentindo um amador em artes gráficas...

Para onde foram as minhas lembranças?

O AFS Brasil faz 50 anos em 2006. Procurando algumas fotos tiradas há alguns anos para uma exposição comemorativa do AFS encontrei meus álbuns enquanto estudante de intercâmbio em Porto Rico (1994/95), e (re) vendo todas eles eu senti que grande parte das minhas lembranças da adolescência morriam ali.

E de fato morreram.

A gente tende a conceder juízos emocionais a fotografias como se na realidade elas pudessem representar todos os sentimentos complexos que já tivemos. Na verdade não todos, mas os extremos: o saudosismo ou a raiva, a felicidade completa ou a tristeza profunda. É impressionante como conseguimos simplificar numa impressão todo o período de uma vida.

Os anos não voltam - inevitável verdade - com fotos, vídeos ou em quaisquer outros suportes. Os sentimentos também não voltam, eles nos acompanham e se transformam de acordo com nossas novas visões de mundo e dos próprios sentimentos que temos.

Todos os dias penso em voltar, em mergulhar num passado sem surpresas, organizo reencontros, revejo amigos, mas o tempo insiste em não voltar. Insiste em testar minha persistência, insiste em me desmoralizar, em desafiar meu saudosismo e minha vontade de dominar o tempo.

As tentativas de reviver cheiram a leite azedo, tornam-se sofridas, fugidias. Não é este momento, não são mais as mesmas pessoas, são representações não lúcidas de uma realidade que não existiu. São simbólicas e perfeitas - e por isso vazias, por isso que elas não preenchem nossos corações, não tapam o nosso vazio, embora despistemos esta que era nossa esperança e continuamos nossa eterna busca no passado por algo que possa ter gerado estas sensações incompletas de hoje.

Não adianta, a gente envelhece e por mais que nos esforcemos, estamos sempre nos acomodando. Perdi a inconseqüência, ela fugiu em disparada há muito tempo. Perdi a intuição, perdi a coragem de fazer as coisas sem pensar, dar uma chance ao fortuito sem que a lógica e a racionalidade pudessem decidir todo e cada ato de minha vida. Acho que eu deveria lutar contra a apatia, a chatice. Mas a falta do hábito nos torna burocráticos, retira nossa inventividade, coragem e criatividade. Nos prendemos numa rotina que parece prisão tamanha a dificuldade de mudança. E mesmo estas mudanças são inúteis e voltamos correndo com medo à rotina.

Permanecemos no claro para evitar nosso medo desesperador da escuridão. Me afligem os apegos materiais de minhas lembranças. Parece que minhas recordações estão sumindo do consciente, parece que só com minhas fotos terei meu passado guardado, parece que as lembranças traumáticas insistem em tomar o lugar dos grandes momentos de minha vida que estão sumindo, que estão guardados nos meus álbuns de fotos.

O passado vem antes do presente. Verdade óbvia que foi dita numa canção para que engulamos a seco todas nossas esperanças de tentar viver no passado e não existir futuro. Se pudéssemos controlar o passado não temeríamos tanto, não sofreríamos tanto. Não teríamos tanto medo de perder pessoas, de perder lugares, de perder um tempo que não volta, medo talvez de nuca mais sermos os mesmos.

Para onde foram as minhas lembranças?

PS. Meio pessimista esse meu ponto de vista. Reflexos de Schopenhauer? [li a Cura de Schopenhauer – Irvin Yalon – recentemente. Recomendo, mas não deixe a visão pessimista dele – Schopenhauer – te abalar por muito tempo.]


Tour com a escola (Yauco High) para o recife de Corais de Magüey. Segurando uma espécie rara de ouriço do mar branco – coisas que só o Caribe faz por você [abril de 1995]


Cara de gurizinho... e bronzeado [momento raro na minha vida], carro da família em Porto Rico. O adesivo dispensa comentários... [junho de 1995]

Bom guri.

11:00 AM Posted by Lucas Welter 0 comments
Como eu me comportei em 2005 e tentei ao máximo ser uma boa pessoa – eu fui um bom gurizinho... – , o universo (ou seja lá no que você acredita…) me recompensou devolvendo um grande amigo. Explico: durante algumas séries do primário meu melhor amigo se chamava Fernando Bordin. Lá pela sexta série ele mudou de cidade e perdemos o contado. Em 2005 conheci outro Fernando Bordin [não é o mesmo, são duas pessoas com o mesmo nome – o universo ou sei lá no que você acredita conspirou...almost cosmic, isn’t it?].

O Bordin (esse novo...) acabou se tornando muito presente na minha vida, a ponto de eu sempre me referir a ele como o meu mais novo melhor amigo. Admiro muito ele pela dedicação ao UFRGSMUN e por tudo o que ele entende de ONU e diplomacia (broad sense). Valeu Fernando pelas horas de convivência, pelas tardes no MSN, pelas divergências e interesse em design (hehehe), pelos conselhos UFRGSMUNianos, pelos muitos minutos no telefone, pelos almoços na arquitetura. Que continuemos com tudo isso em 2006 e sempre!

PS1. Ontem foi um dia como todos deveriam ser: vadiagem pura. Almocei com o Bordin à 1 da tarde e ficamos conversando sobre tudo, sobre nada (like old friends should talk...) até às 11h da noite.

PS2. Na verdade o bom guri do titulo é o Bordin.
Eu sou o gênio do mal ;)

PS3. Sim, antes que comentem, eu tenho uma coleção pessoal de sinais ortográficos [travessões, pontos, parêntesis...], e adoro bagunçar os textos com eles. Tem que ter raciocínio rápido...

Ah, o tempo passa.

10:51 AM Posted by Lucas Welter 0 comments

Da série sim, o tempo passa
Muito tempo atrás...
Foto com minha família hospedeira em Porto Rico [Porto Rico não é a Costa Rica – geograficamente analfabetos...], tirada em 1995 durante intercâmbio com o AFS.


Algum tempo atrás...
Com a Lucy e o Pedro em 2000, também em Porto Rico, em casa (!!)


Pouco tempo atrás...
Novamente com a Lucy e o Pedro, no calor porto-riquenho após 1 metro de neve em NYC. Janeiro de 2005.

Saudades da Pré-escola? Eu não. Faço isso todo dia...

Outro dia eu pedi que me arrumassem uns programas legais. Confesso que meus amigos tem feito esforços. Por exemplo, a Deby, ontem saiu de Novo Hamburgo e veio para POA para sair comigo. Programa light, conversamos um montão embalados por água sem gás e água com gás. Aliás, conversar com a Deby é algo muito especial, acho que não consigo colocar em palavras. Ela ficou me contando maravilhas de um intercâmbio que ela fez recentemente no Canadá onde deram uma aula muito legal sobre planejamento usando Lego. Eis que Lego é uma excelente lembrança da minha infância. Da pré-escola.

Minha mãe sempre achou que eu quis fazer arquitetura porque nunca quis abandonar os lápis de cor. Nem os hidrocores, nem as tintas, nem os papéis legais, nem a cola, muito menos a tesoura e todas aquelas coisas legais do jardim de infância. Faculdade de Arquitetura é quase isso: um upgrade no teu jardim de infância. Quando eu estava no primário, lembro de todo ano no começo do ano letivo nós saíamos para comprar material escolar. Deviam ser momentos de tortura para a Dra. Sirley. Além de gastar horas dentro da papelaria, saia com a conta bancária bem mais baixa. O máximo eram as caixas de lápis de cor de 36 cores (honestamente, umas coisas duras que nem pintavam direito). Outro dia, andando com um amigo meu na rua, quando contei que existem caixas de 120 cores ele quase teve um ataque. Eu gostava mesmo era de giz de cera. Lá pelas tantas, ganhei da minha mãe uma caixa de giz importados, Caran d’Ache, a oitava maravilha do mundo. Depois, uma tia artista me deu uma caixa de lápis de cor alemães, a nona maravilha do mundo. E depois vieram os hidrocores com cores legais, as aquarelas importadas e no ano passado, nos USA, tive coragem de comprar um outro estojo novo de hidrocores.

Confesso que mantenho um estoque pessoal de material de desenho de fazer inveja a muita papelaria. Acho muito legal ter a mesa cheia de copos de vidro com canetas, canetas coloridas, hidrocores e todo tipo de parafernália sempre a mão. Mesmo que não use mais. O computador eliminou muito disso, mas confesso que ainda não deu a agilidade necessária para substituir completamente. Acordei criativo, expressivo. Ataquei a caixa de aquarelas e comecei a pintar, fazia muito tempo que não pegava nas tintas... ando meio destreinado. Ano passado nos USA, fui obrigado a trabalhar bem mais com papel e canetas do que eu imaginei, então senti o drama dos anos longe do desenho. O computador, de fato, não acompanha o raciocínio da forma como uma caneta nas mãos acompanha.

Acho que no fundo minha mãe estava certa. A arquitetura foi uma grande desculpa para ficar por perto dos lápis de cor e nunca deixar o lado legal da pré-escola. Mas por um lado, eu não posso me queixar de saudades, afinal, ainda conservo e uso os hidrocores e lápis de cor e eles, agora, são bem melhores.

A diferença entre um adulto e uma criança é o preço dos brinquedos
Não sei quem disse, mas é bem verdade.

Deby, valeu pela companhia!


Aquarela by Lucas. Dia de chuva em Porto Alegre

One year ago...


Há exatamente um ano atrás eu tava aqui.
Da série: Pontes do Mundo.
Converging lines masterpiece. O terror dos arquitetos...


Essa vai de troco. Momento introspectivo, dos outros, é claro. Dica: The coldest winter I spent was the summer in San Francisco.

Semana passada vi um filme desses bem água com açucar, classificação "domingo à noite" (daqueles para não começar a semana pensando), e eis que o filme foi todo gravado em San Francisco e fazia questão de mostrar San Francisco e as coisas tradicionais de San Francisco: bondes, Golden Gate, Alcatraz, Castro, casinhas vitorianas, parques, Mission Dolores, Union Square... Just like Heaven (E se fosse verdade) é uma história legal, mas o grande forte são os atores, bem esforçados para a coisa dar certo. Vale a pena conferir se: 1) for domingo à noite; 2) relacionamentos não forem um problema na tua vida; 3) tu fores apaixonado por San Francisco (e eu nem sabia que o cenário era esse...).

Make it happen!


Frankfurt Int. Airport. Hora dessas.

Da coleção Airports of the World.
Da coleção Airports of the World que matam a gente de tédio.
Da coleção Abobados com uma máquina digital nas mãos.
Da coleção 2006 será um grande ano.

Mas como o resultado ficou agradável, estou dedicando a foto para a Mari Grangeiro, que sempre foi fã incondicional do blog e deixou um scrap encorajador (!!) no meu orkut. Mari: make a wish and make it happen in 2006.

Porto Alegre, 43 graus (sem fotos, afinal, para que ter provas desse crime?)

8:04 AM Posted by Lucas Welter 1 comments
Um morador de Porto Alegre é um sobrevivente. Muito mais que o nordestino de Euclides da Cunha. O porto-alegrense resiste a várias catástrofes climáticas anuais. Isso quando não enfrenta todas no mesmo dia. Sem direito a qualquer ajuda do governo para comprar ventilador quem dirá construir piscina ou comprar ar condicionado (taí uma boa idéia para subsídios federais...).

Em 2005, o outono caiu numa quinta-feira, das 20h30min às 21h. Já a primavera, mais longa, caiu numa tarde de domingo. No restante do tempo, oscilamos entre o inverno e o verão, com a mesma regularidade dos trabalhos do Congresso.

Temos o privilégio (duvidoso...) de suportar um inverno que pode ser frio e úmido, ainda que intercalado por semanas de muito calor e noites indefinidas. Sempre que convido alguém para vir a Porto Alegre e me perguntam sobre o tempo, a resposta tem sido: venha preparado para as 4 estações, elas tem caído todas no mesmo dia.

A maioria da população de Porto Alegre não tem qualquer sistema de aquecimento em casa. Muita gente se esquenta com uma estufinha ou com um cobertor nos joelhos. Isso me lembra de outro drama daqui: o banho no inverno. Drama para aqueles que só possuem chuveiros elétricos, que para sair água quente é preciso fechar bem a torneira, resultando na liberação de 3 pingos a cada 5 minutos, antes de a resistência queimar e dar tempo de esfregar as costas. Algo contraditório, pois contribui para a economia no consumo de água durante o inverno, juntamente quando chove bastante. Em compensação melhora os reflexos, já que é necessária muita sintonia entre o jogo do corpo e o pingo d’água.

Sobre o calor que estamos enfrentando, nem ouso comentar. Vá que alguém lá encima interprete errado e resolva me castigar ainda mais. Não adianta sermos mais cultos e politizados que o resto do pais se temos esse clima de pobre, que muda de opinião a cada meia hora. Acabo de voltar do Rio e acho que uma cidade sem mar como Porto Alegre deveria ter mais consideração com os seus moradores. Nunca passar dos 30.

DJ Tiesto



Eu fui! E foi muito legal, legal mesmo. Confesso que lembrei muito da Deby. Gosto muito mais dos DJs europeus, os brasileiros acham que musica eletrônica é só batida... O Tiësto não é o melhor do mundo à toa. Fez um super show, foi o cara mais empolgado que eu já vi. E tocou 4 horas! Sobre a festa, bom, a maior concentração de gente mal educada (talvez alucinada???) que eu já vi. Apenas 4500 pessoas... Fora isso, o ambiente tava também muito legal, a Marina tem um pavilhão de estrutura tensionada (arquitetês na área...), perfeito para música eletrônica. Não faltaram os lasers e nem toda a parafernalha necessária. E incrivelmente, o som tava no volume certo, não excessivo como em todas as festas que eu fui em 2005. Valeu cada centavo. E eu estava muito bem acompanhado (valeu meninas!!).

Word Press Photo Exhibition 2005 no MAM – Rio de Janeiro

7:59 AM Posted by Lucas Welter 1 comments
Volto a comentar: prometi dar atenção ao photoblog em 2006 e vou cumprir. As duas últimas semanas foram semanas de férias, intensas, pelo menos das atividades tradicionais... Vou relatando aos pedaços.

Estive no Rio de Janeiro (entre trabalho sério, férias com amigos dos USA e para curtir a companhia da minha hostess favorita – olha a moral Emmeline!) e fui na exposição do World Press Contest no Museu de Arte Moderna. A World Press é uma ONG holandesa dedicada a promover o trabalho de fotojornalistas e organiza um concurso anual com as melhores fotos. Cumprindo um grande tour pelo planeta chegou ao Rio de Janeiro e depois vai para Curitiba. Quem conhece um pouquinho do Lucas tradicional (nem eu sabia que vinha em outras versões...) sabe que eu sou fã de fotografia (tá, peguei leve com essa... mas deixemos de lado as formalidades). Atualmente acredito que fotografias jornalísticas não devam somente oferecer respostas, apenas registrar o que acontece. Boas fotografias jornalísticas devem fazer perguntas. E definitivamente as fotos dessa exposição fazem perguntas. Perguntas sobre o estado delicado em que anda o nosso planeta.


[Prédio do MAM: modernos ficam melhor em P&B... a cerquinha (ri-dí-cu-la) é por conta do Rio Fashion Week]

As pessoas quando olham para uma foto geram instantaneamente uma opinião ou impressão sobre ela. Pode ser por causa do conteúdo, das cores, da forma como a foto foi tirada, por casa de alguma relação que ela despertou no observador. Entre as que eu mais gostei está a foto abaixo de um francês que trabalha para a Reuters chamado Pierre Holtz. Meus motivos? Bom, pragmaticamente falando, foi o contraste e o movimento. Secretamente ela serviu para lembrar que é possível sorrir no meio de situações adversas, me fez lembrar para em 2006 ser mais paciente com as dificuldades e com as perdas.


[Senegalese children run through a swarm of locusts in the capital, Dakar, on September 1. The locust invasion was the worst West Africa had seen for 15 years. By October, swarms reached as far afield as Crete, Cap Verde and Lebanon, devastating millions of hectares of crops. Adult locusts can consume their own weight in vegetation every day, stripping fields bare in seconds. Aid agencies said that the locusts had destroyed up to a third of the crop in African countries affected by the plague. The swarms were so large that usual methods of driving them off, such as banging steel pans and burning tires, were ineffective. Paradoxically, good rains in 2004, which led to healthy harvests, also created the ideal conditions for the locusts to breed faster.]

Andei meio ausente das fotos nos últimos tempos. Apesar de ter feito em 2005 uma exposição com algumas fotos de 2004, sinto falta de sair e fotografar sem compromisso (ou com compromisso...). Vou aproveitar para atender um pedido antigo: colocar no ar as fotos da exposição. O link está aí ao lado. São 22 fotos que eu tirei enquanto morava nos Estados Unidos, sempre enfocando a arquitetura universitária. São fotos que não fazem perguntas e nem acho que oferecem respostas. São fotos de arquitetura, para quem gosta de linhas, planos, pontos e lá de vez em quando, um referencial humano, apenas para escala ☺.

PS. Alguém tem algum convite legal pra passar o tempo de um jovem meio desocupado? hehehe…