Greetings from New Zealand! Depois de 10 horas entre Singapura e Auckland, aqui estou eu experimentando o Lounge da Air New Zealand. Internet paga, mas de longe, o staff mais atencioso que eu já vi em companhias aéreas (logo este post será postado de algum outro lugar...).
Se a gente medisse o grau de desenvolvimento de um país pelo grau de amabilidade de funcionários de imigração e aeroporto, a Nova Zelândia seria o número 1 do meu ranking entre 40+ países. OK, as filas estavam um pouco compridas, mas quando a funcionária do check-in deixou a posição dela para me acompanhar até o lugar do transfer ou quando a funcionária da sala VIP me tratou de forma impecável preparando um chá e perguntando sobre a minha vida, me abri para o país. OK que as companhias aéres na Ásia são infinitamente melhor do que as congêneres nas Américas (o que que a gente fez de errado?), mas definitivamente tudo superou minhas expectativas.

Uma vez eu li que a Nova Zelandia ocupa o posto número 2 no ranking da honestidade no governo ou algo assim. Claro, sendo tão chato, certinho e regradinho para tudo, só podia dar em buggy-jumping e uma dúzia de esportes malucos... Sabem quando eles chamam metade do avião para embarcar, tipo fila 15 a 25? Óbio que no Brasil e até nos USA ninguém respeita muito. Na NZL chega ser chato como as pessoas seguem instruções. Quando entrei no avião estava todo mundo sentadinho de acordo com a ordem de chamada. Fiz piada o fim de semana inteiro de como no Brasil leis são mais assim digamos, diretrizes do que leis...
Mas Aukland foi só a primeira parada na NZL. Vôo para Wellington e conexão para Dunedin, quase na Antartica... onde temperaturas próximas a zero me esperam.
PS. Sweet-as é sinônimo de awesome, cool, nesse negócio que eles falam aqui e insistem chamar de inglês. Tenho quase certeza que às vezes respondo outra coisa do que me perguntaram achando que entendi...
Como é que vocês descreveriam um bando de latinos na Ásia? Filipinos. Isso mesmo. Chegam tarde, falam alto, não se estressam, o trânsito é prá lá de caótico e o abacaxi é bem docinho. Não funciona. Não pode funcionar: asiáticos são asiáticos e muito particulares. Misturar latinos, acho que não podia dar certo. Mas tirando o calor e a umidade, acho que sobrevivi bem.
Meu primeiro contato com as Filipinas foi via uma Surfwear que se chamava The Philippines e tinha uns adesivos rosa sobre fundo amarelo limão. Quase inovador para o final dos 80 começo dos 90. Depois lembro de um seriado que a Globo passou sobre Corazón Aquino. E para por aí. Estar nas Filipinas me fez lembrar das aulas de história de Porto Rico. Quando a Espanha perdeu a guerra hispano-americana teve que entregar as Filipinas, Porto Rico e Cuba para os USA. o Final da história vocês conhecem.
Bom, estar nas Filipinas para um workshop de 2 dias é um luxo. Atravessar meio mundo para isso é mais do que um luxo, é uma heresia. Mas foi bem legal. Tivemos uma super coordenadora de treinamentos e um staff que ao retirar qualquer marcador ou material da mesa dos materiais (post it e afins) recolhia e organizava. Em um dado momento instiguei um australiano a ir lá na mesa e desalinhar umas canetas milimetricamente alinhadas. Não é que os caras colocaram tudo no lugar quando ele deu as costas? É isso que eu quero dizer quando acho que misturar é gozado: o "relaxa e goza" latino não combina com a obsessão do "don't mess with the system" dos orientais...
O atendimento, impecável, bem asiático: alguma coisa sempre sai errado, mas sorriso e a simpatia do pessoal é fenomenal.
Sem contar que Mr. Scherrer mudava a agenda a cada 15min. eu acho que os suíços são os brasileiros da Europa, mas isso é outra história. Dá-lhe mais 4 horas de vôo até Singapura e mais 10 horas até Aucland nos braços da Singapore Girl. Ainda falta descer até o sul da Nova Zelândia e enfrentar temperaturas de 0C (zero!).
Ok, mais notícia na próxima escala.

PS. Os workshops estão cada vez mais kindergarten...
Se me falassem que estou no Japão ou na China, dava na mesma. Sobrevivi ao vôo de 14h (mais 1h de espera no JFK) e perdi todo o sábado por causa dessa tal de linha de mudança de data. Agora já é doming de manhã e estou são em salvo em Seoul (só porque me dizem que estou em Seoul), no lounge da Asiana.
Voar com a Asiana era algo que esu esperava ansiosamente. É uma das 5 consideradas 5 estrelas pelo ranking mais sério. A janta da econômica deles não fica atrás da janta da Swiss. A tela individual é bem maior do que em outras companhias. O atendimento é verdadeiramente 5 estrelas. Pena que não falam muito inglês. Aí o cara fica agonizando durante os 10 minutos que anunciam algo em coreano (ou qualquer outra língua...) e resumem em inglês como: turbulência, apertem os cintos.
Já volto. Das Filipinas
Na verdade serão 34 dias. Hoje embarco na minha volta ao mundo de 34 dias. Por motivos puramente econômicos, ficou mais fácil e barato comprar uma passagem volta ao mundo do que uma ponto a ponto. Agora estou rumo a minha pimeira parada: Nova Iorque. Depois Seul e rumo para uns 5 dias em Manila, nas Filipinas. O que virá depois? Prometo que posto aqui.
Que inveja de Phileas Fogg... Preciso de um Passepartout para carregar meus 31 kilos...
Oquei. Cartazes anunciando meu desaparecimento devem estar tomando o Brasil nesse momento. E são cada vez mais fortes os boatos de que Michael Jackson prepara uma música com participação de vários artistas para que eu volte a escrever no blog.
Sério isso.
Então, vou tentar mesmo voltar a escrever por aqui. Talvez eu consiga.
PS. Eu sei que é procura-se. É apenas para contrariar...
Hoje aprendi uma palavra nova em inglês:
gumption. Quem quiser saber o que é, olha no dicionário. Mas não vem ao caso. A questão é que depois de passar umas duas semanas tentando explicar teorias e estratégias usando conjuntos, eis o que a minha mente produziu em plena segunda-feira com minha palavra nova:

Porque Lucas também é cultura inútil.
Aproveito para desejar a todos que passarem por aqui um 2008 fantástico. Pulem suas ondas, comam suas uvas a coloquem as sementes na carteira junto com as folhas de louro, usem suas roupas de baixo da cor que lhes parece mais apropriada. Façam suas rezas, cânticos, mandingas, orações, simpatias ou o que der na telha.
O que importa é que façam algo, que movam a energia em função de um ano melhor, de uma vida mais positiva para todos.
Abraços da redação.
Update das reformas: Bom, já tá de cara nova... as fontes estão legais, mas ainda tem um monte de trabalho com a side-bar e com as imagens. Vamos ver até onde a paciência vai.
O blog está em reformas! Como em 2008 eu pretendo estar muito mais presente aqui (vai ser resolução de ano novo!), decidi trocar o visual - e o título do blog: Mundo ah fora combina mais com o meu World Tour... e com as coisas que pretendo escrever, digamos meio que uma nova linha editorial - mas sem perder o bom humor.
Vou precisar de uns dias até re-aprender HTML para trocar o que precisa ser trocado. Tentei fazer aqui na Tailândia enquanto espero um vôo, mas olhem abaixo que legal a tela do Blogger que eu vejo aqui... Vamos ver se faço isso na semana do Natal, assim 2008 vai começar de cara nova e com todas as histórias que prometi em 2007 e nunca contei.

PS. As listas foram lá para baixo. Pretendo que voltem aqui para a direita...
Mal troquei algumas coisas e já tem gente reclamando... Dizem que mundo ah fora ficou com cara de AXN Amazing Race... mas a idéia é essa mesma. Esperem só até conhecer meus destinos em 2008.
Essa ficou linda! (Aprendi a usar a máquina...)
Para quem não sabe (minha mãe incluída no grupo a julgar pela nossa última conversa via skype...) estou no Reino do Camboja, um pedaço de terra entre a Tailândia e o Vietnam, que estava em guerra civil há apenas 10 anos... Eu sei, acho que dessa vez exagerei no entendimento de "lugar exótico para passar férias". Mas eles tem coisas legais, como um processo civilizadíssimo de visto completamente via internet, o que me levou a pensar que o país era virtual também.
Tirando o fato que não recomendam que a gente caminhe fora das trilhas por causa das minas que sobraram da guerra, eles tem um conjunto de templos do Império Khmer de mais ou menos 1200 anos atrás que é o maior complexo religioso do mundo (e pouca gente sabe disso - e minha razão para estar aqui). As pessoas são super amáveis, sorridentes, interessadas, só falta um pouco de infra-estrutura básica para a coisa avançar. E tirando o calor de 38 graus à noite (dizem que é inverno), até que dá para sobreviver.
Hoje andei de elefante e estou completamente defumado entre incenso (budas, budas e outros deuses hindus) e o hábito que começa lá na India e se arrasta até aqui de queimar folhas secas... O nível de inglês é bem rudimentar (mas melhor que o da Tailândia) somando ao fato que asiáticos não dizem não, faz com que a comunicação seja um desafio. Eu geralmente pergunto umas 3 vezes, sempre com perguntas abertas e assim mesmo não sei o que vai acontecer. Perguntam o tempo todo de onde eu sou e quando falo Brasil, 2/3 não tem nem ideia de onde fica o quinto maior país do globo... embora desconfiem que estou mentindo por causa do meu sotaque para falar inglês (brazi... mas teu sotaque é americano...) - vá lá.. e a minha cor e o meu jeitão de gringo.
A comida é bem menos apimentada do que no resto da Ásia... acho que a coisa atenua em direção ao Pacífico... Tenho caminhado entre 18 e 22 Km todos os dias... As fotos abaixo não dão a real dimensão da escala, mas só no Angkor Wat eu passei 7 horas para percorrer ele. E tem uma fossa de 120 m que faz as dos castelos europeus parecerem piada. Tem turista europeu e americano em quantidade, mas nada comparado aos japoneses (mas eu esperava mais por ser alta estação). Acho (??) que o lugar é meio fora do circuito turístico mundial... Tem é muito mochileiro e alguns malucos que acham que estão fazendo uma reportagem para a National Geographic e tiram foto de absolutamente tudo (embora o sol só permita fotos boas entre 6-8AM e 4-5PM - uma lástima).

Angkor Wat

Táxi!
Agora, sim. Depois de quase 96 horas trabalhando em Madrid, tenho agora 48 horas de trabalho em Madrid. Se é que você me entende*.
By the way, quero uma camiseta com meu mais novo slogan preferido:
"Por qué no te callas?"
Porque rei sempre é rei. Nada mais contextualizado.
* Fotografando...
Uma semana no Brasil falando espanhol e agora uma semana na Espanha falando inglês. Acho que preciso de uma semana falando comigo mesmo (na língua que eu escolher...).

What a dream prep team!
E vejam quem está fazendo 2 aninhos, numa prova absoluta de que estou ficando velho... embora ninguém me dê mais do que 26... (Antes que me confundam, o aí de baixo é o Mateus, que é mais gordo do que eu (haha) e um pouquinho (mas muito pouco!) mais novo + Dra. Sirley + Luiza + Dani)

PS. Não dá para aguentar a TAM. Ô gente burra.
Logo eu que tô sempre caindo de sono... Acordei às 3 da manhã com um telefonema da Lu, já são 6 e eu ainda não voltei a dormir. Me recuso a trabalhar, já li o que tinha trazido para a viagem, já passei os olhos num zilhão de sites, os passarinhos já estão cantando lá fora e o dia já dá sinais de começar.
Nota da redação:
Aliás, não tem nada mais lindo que o nascer e o pôr do sol aqui na África.



Eu sigo as regras. Foi o tratador que disse para eu tirar uma foto alimentando os macacos para mandar para os meus amigos quando eu voltasse para a Suíça (haha).
Nairobi National Park, Kenya

Istambul, 23Set, 18h32min
PSes
1. Aqui em Nairobi é desconhecida a fórmula da escada. Todas as que subi hoje tinham problemas. Quem se saiu melhor foi a da embaixada dos USA...
2. Não, não me falta substrato para escrever aqui. Falta é tempo mesmo.
3. A TAM é muito ruim. Registre-se.
Sempre fui meio crítico demais. Coisas da Faculdade de Arquitetura onde a "default condition" é ruim e precisa ser consertado. A gente se acostuma.
Depois de um período de terapia fiquei mais leve, menos exigente. Meu lema é "é uma experiência de aprendizagem". Mas hoje deu uma vontade de criticar um pouco. E eis que a vítima é o Michael Crichton, que aliás estava devendo um bom livro. Comecei a ler o Crichton ainda adolescente, lá em Porto Rico... Congo foi o primeiro e depois nunca mais parei.
O lançamento anterior foi um chato volume de memórias de viagem, exercício despropositado de paciência até para mim, fã de carteirinha. Eu gosto mesmo é dos thrillers ambientados no mundo high tech. Macacos geneticamente modificados, dinossauros clonados e nanotecnologia fazem parte do cardápio. Confesso que o único que pulei o da viagem no tempo porque vi o filme antes de ler o livro e não me entusiasmei com tanta história medieval...
Comecei a ler Next e eis que Crichton oferece mais do mesmo, discutindo com ironia o estagio atual das pesquisas genéticas de ponta. Achei a trama meio complicada, não que isso me desnime, mas o que decepciona é o vato dele garimpar num veio esgotado. Eu leio e fico com a impressãoq ue já vi esse filem, mesmo antes de virar filme. Conto isso para ele?
Bom, pelo menos nos próximos 15 dias eu tenho mais ou menos 30 mil milhas de viagem entre Europa/Asia e África. Haja Crichton para a galera da econômica.
PS. Vem aí a última temporada do ER, também criação do Crichton.
Hoje eu inicio uma nova série de posts chamada
Momentos A-Ha. Um momento a-ha é quando uma grande inspiração baixa em função de uma exposição a uma situação que permite fazer vínculos entre o conhecimento acumulado até o momento (geralmente disconexo) e uma simplificação incrível de idéias soltas.
Geralmente o momento a-ha vem acompanhado de uma nota mental (thanks Diogo) de
a-ha, como sou burro, ou
a-ha, como não pesei nisso antes.
Traduzindo, é mais ou menos quando aquilo que eu demorei uns 2 anos para entender como funciona foi explicado em 2 minutos por alguém ou algum incidente. Quer mais?
Antes um pouco de contexto.
Estou em pleno World Tour 2007. Já prometi que em dezembro lanço uma edição especial de camisetas com o Lucas' World Tour 2007, que aliás acrescentou Washington DC ontem por culpa de um atraso de 3 horas no meu vôo em Nova Iorque. Agora mesmo estou perdido no aeroporto de Santa Cruz de la Sierra esperando um vôo para La Paz, Bolivia. Eu merecia um pouco de paz (trocadilho infame), mas meu findi não vai ser bem assim.
Deixa eu embarcar, tão gritando o meu nome. Já volto com os momentos a-ha.
Eu não morri não. Não estou envolvido no caso Renan Calheiros. Não entrei para seita alguma. Não estou voando no balão da Mastercard. Não tentei entrar ilegal nos EUA pelo México.
Nada disso.
Acontece que estou viajando a trabalho por milhares de cidades (acumulando milhas em uma velocidade que me tratam como rei...) e por ter me tornado um eremita, meu acesso à internet para escrever aqui é pífio. É isso.
Passei os últimos seis meses sem entender direito o que está acontecendo mundo, quem dera no Brasil. Me encontro tentando me sintonizar no que está acontecendo por aí, tipo a novela das oito. Parece que passei anos em coma e agora que o muro de Berlim não existe mais, está tudo uma zona.
Deixando Adeus Lênin de lado, realmente não há tempo de respirar sequer.
E minha máquina fotográfica mo-rreu.
Fala sério. Por que foram construir um aeroporto justo num lugar que os índios carinhosamente chamavam de
nuvem baixa? Até índio sabia que de lá não ia decolar avião nenhum... Paradoxalmente (palavra complicada, heim?) é nas esperas de aeroporto que eu trabalho mais. Tô até pensando em passar um dia por semana trabalhando no aeroporto.
Quarta-feira preguiçosa. A cadeira em que me encontro está provocativamente mais confortável do que de costume (Starbucks, Cidade do México). Uma moleza percorre meus músculos enferrujados pela falta de uso como uma corrente elétrica de efeito contrário.
O iTunes me isola do ambiente laboral com o Zero Assoluto (Semplicemente, Mezz'ora). Emails chegam ininterruptamente com os mais variados propósitos e pedidos. Como resposta para muitos escrevo apenas oquei.
As pessoas passam muitos emails, muitos, infinitos. Falam com você diretamente e apenas dez segundos depois lhe passam por escrito tudo o que foi dito, só que dessa vez com formalismos documentais e cópias aos superiores. E dá-lhe CC.
Continuo respondendo apenas “oquei” e acumulo coisas na já abarrotada pastinha de coisas deixadas por resolver. Talvez quando essa moleza patológica passar e o Zero Assoluto tiver se calado no iTunes eu faça algo do qual eu realmente me orgulhe, algo grande e surpreendente. Talvez não. Afinal já é quarta-feira e ninguém deve ter a audácia (ou a pretensão) de ser brilhante, criativo, proativo e afins.